Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

O melhor sistema para procurar e divulgar animais encontrados em Portugal inteiro.

Consulte a página - http://www.encontra-me.org/


Amados gatos:

Um saudoso ADEUS ao Floco de Neve e à Kika que enfeitaram a minha vida.

Em vossa memória e como última homenagem, este blog continuará a existir.
Receberá as mensagens dos donos magoados e as imagens dos que, como vocês, amados gatos, já partiram em busca do paraíso.

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02
Fev 06

TheoeTom-brincar.jpg Aqui estou, no computador, tentando minimizar uma "puta" dor... hoje eu me permito xingar a dor, porque está doendo muito.
Tive que reconhecer minha impossibilidade de continuar cuidando do gato Tom e tomei a drástica decisão de abrir mão da companhia dele. Quero lembrar que nunca escondi o privilégio que foi ter a companhia do Tom (gato mesmo, o bicho...), mas, apesar de não possuir mais o forte apelo sexual comum aos gatos (graças a uma intervenção cirúrgica simples e barata...) e de ter sido criado dentro de casa, o Tom ainda é gato SRD (mestiço  com vira-lata)... e quer sair do quintal, pois fica alucinado p/caçar os passarinhos que abundam na região onde moro... mando deixá-lo dentro do meu pequeno quintal e ele mia desesperadamente, esgotando a paciência das pessoas q contratei p/me ajudar.
É... a perda equivale a um bicho bravo e por isto estou tentando enfrentá-la.
Outrossim, eu acredito que quando qualquer tipo de sentimento nos sufoca devemos dividi-lo...

O Tom ainda está por aqui e eu ainda posso curtir aquela criatura manhosa que ronrona perto de mim...
Mas sei que os animais irracionais são responsabilidade dos humanos racionais e que, p/o Tom, é mais importante "lá fora" do que "aqui dentro".
Sei também que ele continuará sendo bem cuidado, pois vai p/a casa da minha afilhada (que sempre foi a verdadeira dona dele...) p/onde irá levando a "caminha", as tigelinhas onde come e bebe e demais objectos de uso diário.
E agora, falem comigo:
- Tchau Tom.
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3/10/2005
Janice
janice.silveira@terra.com.br
http://planeta.terra.com.br/arte/janice/


Oi, Laura!
O Tom não saiu da casa da minha afilhada (que é neta da minha irmã)... quando ela tinha 7 anos, queria um bichinho de estimação e optamos (ela e eu) por um gato.
Um pouco antes, eu soubera por um dos meus filhos que, na cidadezinha à beira-mar em que o futuro sogro dele tinha uma casa, um gato persa, numa escapadela do gatil comercial onde vivia, deixou prenha uma gata sem raça definida e o proprietário do gatil estava, num gesto generoso, cuidando da ninhada e arranjando quem quisesse ficar com os gatinhos. E ele trouxe o Tom p/a minha casa, enquanto eu esperaria pelo aniversário (8 anos) da minha afilhada, p/o qual faltava uns poucos dias. Nesse tempo eu lembrei que a mãe dela era alérgica e, sabe né? menina de 8 anos... gatinho novo... sempre fica dentro de casa e sobra pra mãe da caçula cuidar. Convencemos a menina de q o gatinho seria dela, mas que eu cuidaria dele... e cuidei por quase 8 anos... depois que ele ficou grandinho, foi devidamente castrado e andava pelo condomínio onde moro... mas ele foi crescendo e começou a achar q as dez casas do condomínio eram dele :-)))) entrava em todas e dormia nas camas, bem na hora em que os vizinhos estavam se aprontando para ir prò trabalho. Depois de algumas reclamações, decidi que ele não deveria mais sair sozinho. Mas o Tom tem fortes instintos felinos e como eu não podia sair da cama na hora em q ele acordava, ele ficava dentro de casa desesperado p/sair por aí e miava insistentemente, irritando muuuuito as pessoas q cuidam de mim e eu ficava muito estressada.
Com medo de ter um "piripac" e ficar mais "derd-derd" do que já sou:-))) resolvi doá-lo ao veterinário q atende a bicharada aqui de casa... mas ninguém atendeu o telefone na clínica. Então telefonei pra minha afilhada e a mãe dela disse que talvez viesse buscar o gato, mas que antes consultaria marido e filhos. Desligamos o telefone e eu ponderei comigo mesma: o Tom já está bem grandinho, a Ju (minha afilhada) já tem quase 15 anos... então se o Tom tiver que dormir na varanda, tudo bem.
Perto do meio-dia, a Va (comadre) telefonou avisando que viria buscar o gato e pediu que eu separasse as coisas dele.
Laura, como aquilo doeu! Nem eu mesma imaginava o quanto me apegara ao Tom. Mas há ocasiões em que é preciso "queimar a ponte" (metáfora popular) até o fim, para não poder voltar, por mais que doa.
Agora vem a parte q vc sabe...
Depois a mãe da minha afilhada veio, no final da tarde, buscar o Tom e mais tarde me contou que ele "grudou no tapete do carro", perto dela e o 'cumpadre' teve que arrancá-lo dali e fiquei imaginando o medo do bichinho... diante dessa informação, dormi mal naquela noite, com medo que ele fugisse... e, além dessa preocupação, o Theo (o siamês velho) passou a noite a procurá-lo e só dormiu aos poucos (aquele sono mal dormido)... mas no dia seguinte me senti melhor, pois telefonei pra 'cumadre' e soube que o Tom, apesar de assustado e com medo (o q considero normal) optou por dormir na lavandaria e, pela manhã, comeu e bebeu normalmente, fez xixi e cocó no lugar certo, enfim, o organismo não se alterou e, psicologicamente, ele está se ajeitando na nova família, o que significa que está sentindo condições para superar o próprio medo. Agora é só deixar a natureza fazer seu trabalho... e lá o quintal é grande, ele vai se dar bem e será feliz, na sua vidinha de gato.

"Tudo está bem quando acaba bem" e acabo de receber um e-mail com boas notícias. Veja:

Oi Tia,
Não se preocupe, que o Tom está óptimo. Hoje ele está recolhido à lavandaria e à churrasqueira por causa da chuva, mas está muito comportado.
Ontem no fim do dia ele foi conhecer em baixo da minha casa. Lá é bem limpo e seco, pois a casa é alta do chão ( quase dois metros ). Tem areia bem seca lá, e ele "vasculhou" um pouco.
Ele atende quando a gente chama. Ontem o Rodrigo deitou na rede e ele imediatamente subiu no colo dele. Quando as meninas chegaram da escola ele apareceu para " dar um oi".
Tudo está bem no front!!!
Quanto à alergia, ainda não senti nada. quando eu entro na lavandaria, fico bem pouco tempo. É só colocar as roupas na máquina e sair. Acho que não vai ter problema.
Valéria

Sabe, Laura, o tom era um gatinho bem michuruca:-))), mas ficou lindão... afinal ele é um vira-lata bem tratado.
Veja fotos no meu site: clique em ANIMAIS e viaje, como eu já viajei em três dos seus blogs.

Quanto a mim, foi melhor provocar toda essa situação, do que ficar me estressando diariamente com miados do Tom e resmungos das cuidadoras.
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5/10/2005
Janice
janice.silveira@terra.com.br
http://planeta.terra.com.br/arte/janice/

LauraBM às 01:34
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Oi Laura

Há alguns meses escrevi dizendo p/ me consolar pois minha gatinha estava com câncer. A PUF tinha 13 anos e me foi muito companheira, era minha "sombra" dentro de casa. Sei que nem todas as pessoas entendem a dor de se perder um bichinho de estimação. Quarta-feira -dia 05.04.2006, levei-a sacrificar. Foi uma das coisas mais dolorosas que fiz na vida. Desculpe...mas precisava desabafar...estou sofrendo muito...
Te envio abaixo um artigo que encontrei na internet sobre perda de animais de estimação.
Espero que possa ajudar alguém.

--------Pessoas não dão importância à dor da perda de um pet------------

Segundo psicólogo americano, assunto é mais significante do que parece

Por Adriana Mori

A perda trágica de um pet, como a que sofreu a família Clinton, deveria ser vista com mais seriedade. Segundo o psicólogo americano Larry Lachman, a morte de Buddy traz efeitos semelhantes à perda de um ente querido. Há 16 anos, o Dr. Lachman vem dando apoio psicológico a grupos de pessoas que perderam seus bichos de estimação.

O Dr. Lachman diz que a morte de um animal de estimação é uma perda verdadeira e a dor deve ser respeitada. “As pessoas sofrem proporcionalmente ao que amaram o animal. Perdas muito grandes podem demorar de seis meses a quatro anos para serem superadas”, diz Lachman. Para ele, a sociedade em que vivemos lida com o medo da morte negando-a, o que piora o sofrimento causado pela perda.

Para quem está sofrendo com a partida de um pet, o psicólogo dá algumas dicas. “Perder, sofrer, curar, entender, tudo faz com que aprendamos e cresçamos como pessoas”, diz Lachman.

- Extravase seus sentimentos

- Proteja-se em um casulo emocional

- Descanse bastante, perder alguém importante cansa bastante

- Respeite a importância de sua perda

- Seja paciente com o processo de aceitação de sua perda

- Não pare de se alimentar

- Coloque as coisas em perspectiva e leve seu sofrimento a sério

- Procure pessoas que compreendam sua situação ou que estejam vivendo a mesma situação para conforto



Conheça as fases do luto
Segundo Jennifer Marshall, conselheira expert em lidar com a perda de pets, a dor pela morte de um animal de estimação pode ter diferentes estágios.

A perda começa no momento em que o pet morre e vem acompanhada pelo sentimento de impotência que pode durar de horas a semanas. É um período descrito normalmente como “irreal” (vivido, por exemplo, por quem opta por eutanizar seu animal). Pessoas nessa fase podem ter idéias confusas, indiferença, pensar em suicídio, sentir-se impotente, euforia ou histeria, sentir-se fora de seu corpo, ficar subitamente falante demais e negar a perda.

Quando a saudade do bicho que se foi aperta muito, passamos para a fase de procura. Nesse estágio, o dono se ocupa com pensamentos do animal morto, sonha com ele e chega a ver ou ouvir o bicho chamando. Sentimentos comumente descritos são tristeza, medo, raiva, irritabilidade, culpa e carência. Às vezes a raiva não é direcionada à perda, mas sim a alguém da família, o veterinário, a si mesmo ou a Deus. A pessoa pode de repente ter uma crise de choro e fisicamente, pode ficar doente, sentir dor e ter alterações bruscas de peso, cansaço e mudança no apetite.

Na fase de desorganização, acontece a volta e a adaptação à vida sem o pet, o que pode causar um pouco de confusão, já que a pessoa necessita avaliar e aprender novas formas de organizar a vida (por exemplo, como preencher aquele espaço vazio sem que alguém venha cumprimentar pelo “progresso”).

As pessoas que sofrem se esquecem que a dor é um processo e por meio dele, aprende a lutar contra ela. O pet que se foi não será esquecido, mas o dono aprende a viver com essa perda e reorganiza sua vida. A intensidade da dor diminui e as pessoas descobrem que elas ainda podem comer e dormir, até ter novos pets. A tristeza e as lágrimas podem acontecer, bem como as alegrias de ter de novo um pet em casa.

Apoio garantido
Nos Estados Unidos, existem grupos especializados em dar apoio psicológico a pessoas que perderam seus pets. A American Pet Loss and Bereavement (www.aplb.org), entidade sem fins lucrativos que reúne conselheiros especializados em lidar com a dor da perda de animais de estimação. “Trata-se de um serviço muito importante, pois se a conexão entre o proprietário e o pet era forte, o sofrimento causado pela morte do animal é muito intensa e se não tratada, o trauma pode trazer sérias conseqüências. No caso de deficientes, essa perda é ainda mais crítica”, diz Cheryl Nahas, conselheira responsável por cães de serviço da APLB.





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Lcia - Brasil a 8 de Abril de 2006 às 01:11

HOMENAGEM AO GATO

Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

O paraíso JAMAIS será paraíso

a não ser que os meus gatos estejam lá, esperando-me.

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