Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

05
Mar 06

Esse poema (ou história) é verídico(a).
Quando eu trabalhava na Tractores do Brasil (isso já faz alguns anos), o pai de um colega de trabalho escreveu-o para a esposa e entregou-o com o presente. E para quem "é antigo" se lembrará do lugar em São Paulo, onde o facto ocorreu. Espero que gostem!
Transcrição "ipsis literis".
Com carinho
Cris
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CAIXA DE BOMBONS

 

Às vezes paro diante dum mostruário, por motivo qualquer, ou sem motivo...
Apraz-me ver o que há de extraordinário na vitrine dalgum bazar festivo...

Quando a afluência do povo é grande, passo sem me dar por achado ou por presente.
Não gosto de ficar em pouco espaço, comprimido da turba irreverente...

Isto vem a propósito de um caso que me forjou da regra, uma excepção,
ocorrido - digamos - por acaso, em local de vistosa encenação.

Passando, há dias, calmo, indiferente, pelo acanhado Largo do Tesouro,
vi, na casa da esquina, muita gente a examinar bombons e fios de ouro.

Parei! Uma surpresa (e que surpresa) deparou-se-me logo, de mansinho,
uma caixa de fina singeleza, Exibindo a figura de um gatinho.

Olhei a caixa, olhei os circunstantes; havia pouco espaço, mas fiquei,
a contemplar o gato, alguns instantes, e a me lembrar de coisas que nem sei...

Veio o êxtase: que bela perspectiva! Que bonito desenho, que primor!
Que inspiração risonha e sugestiva Tu me trazes, gatinho, meu amor!

Embalado na doce fantasia de seus traços tão belos e perfeitos,
pareceu-me que o gato se mexia, procurando apossar-se de uns confeitos...

E depois, uma espécie de receio... (Coisa com que não há quem não se afecte...)
Fui perdendo a delícia do recreio: - esse gato, meu Deus, me compromete!...

Quis fugir, mas senti-me sem coragem, de o deixar, à mercê dalgum curioso,
de perder todo o encanto da miragem que me fazia alegre, venturoso...

Pensei: Deixá-lo aqui, não me convém; está só na vitrine o meu gatinho;
demais, é bem possível vir alguém e levar para sempre, o pobrezinho...

Mal pensei, luminosa rutilante, uma ideia ocorreu-me finalmente;
comprei com a caixa o gato interessante E oferecer-te todo de presente.
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Joel de Almeida
prenda_caixagatos.gif
NOTA:                                                                                                                                                                                                                         
Não sei que mais aprecie; se o facto da lembrança ter sido resgatar o gatinho, se a gentileza do presente da caixinha de bombons à esposa.
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Laura B. Martins

LauraBM às 01:34
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Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

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