Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

15
Nov 05

Gato Michi, gato Picatchu e a gata Try (malhadinhs)
do escritor Lenine de Carvalho e da Margaret

gatoMichi_LenineCarvalho.jpggatosPicatchueTry_L.Carvalho.jpg

LauraBM às 01:26
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10
Nov 05

Pitiko.jpg

Perdi a mensagem deste amigo e, o nome dele.

Se vier aqui, por favor, contacte-me.

Com as minhas desculpas

Laura

LauraBM às 00:51
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08
Nov 05

gatoSilvester_LiradosAnjos.jpg

LauraBM às 00:49
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05
Nov 05

gato-EdsonNerydaFonseca.jpg

LauraBM às 00:47
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10
Out 05

Vou-te contar um segredo:

Eu, não tenho medo de ti!!!

 

 gato_qtmedodobruto_.jpg

 

 

E deixa cá ver se consigo trepar-lhe para cima!!!!!!!

LauraBM às 00:37
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05
Out 05

gatos_botas.jpg

LauraBM às 23:39
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15
Set 05

ratinho_plateiagatos2.gif

LauraBM às 00:17
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10
Set 05

Diamundialdoslindos.gif

LauraBM às 17:52
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28
Ago 05

Scarlett_gatinhos-2.jpgEla era apenas uma gata de pêlos curtos, sem eira nem beira e sem nome, com cinco filhotinhos, tentando sobreviver nas ruas pobres de um bairro de Nova York. Estabeleceu morada numa garagem abandonada e depredada, bastante sujeita a incêndios. Vasculhava a vizinhança procurando restos de comida para poder alimentar-se e cuidar dos filhotes. Tudo isso iria mudar às
6h06 da manhã de 29 de março de 1996, quando um incêndio rapidamente engolfou a garagem.

A casa dos felinos ficou em chamas. A divisão 175 do corpo de bombeiros foi accionada, e logo o incêndio foi debelado. O bombeiro David Giannelli notou que as queimaduras eram progressivamente mais graves, de um gatinho para outro, alguns tendo esperado mais tempo para
ser resgatados, visto que a mãe os carregou um por um para fora do local do incêndio. 

O Daily News de Nova York, na sua edição de 7 de abril de 1996, relatou o seguinte a respeito do paradeiro da gata e do seu desvelo: "Quando Giannelli encontrou a gata, ela estava prostrada de dor num terreno baldio ali perto, e aquilo lhe cortou o coração. As pálpebras da gata estavam fechadas de tanto que incharam por causa da fumaça. As almofadas das patas apresentavam
queimaduras gravíssimas. A cara, as orelhas e as pernas estavam horrivelmente chamuscadas. Giannelli providenciou uma caixa de papelão onde cuidadosamente colocou a gata e os filhotes. Ela nem conseguia abrir os olhos, disse Giannelli.
Mas tocou os gatinhos um por um com a pata, contando-os." 

Quando chegaram à Liga de Animais North Shore, ela estava morre-não-morre. O relato continuou:
"Deram-lhe medicamentos para combater o choque. Colocaram um tubo intravenoso cheio de antibiótico na heróica felina, e, delicadamente, passaram pomadas antibióticas nas queimaduras. Daí, ela foi colocada numa gaiola com câmara de oxigénio para ajudar a respiração, e todo o pessoal da liga de animais ficou em suspenso... Em 48 horas, a heroína já conseguia sentar-se. Seus olhos inchados se abriram e, segundo os veterinários, não tinham sofrido nenhuma lesão".

Para uma gata que tem medo inato do fogo, entrar no local enfumaçado e em chamas para resgatar os filhotinhos que miavam desesperadamente... Entrar uma vez para levar os filhotinhos indefesos já seria incrível, mas fazer isso cinco vezes, cada vez com dores mais intensas devido a queimaduras adicionais na cara e nos pés, é inimaginável! A corajosa criatura foi chamada de Scarlett porque as queimaduras revelavam uma pele cor de escarlate, ou vermelha. 

Quando essa comovente história do grande amor de uma mãe por sua prole foi veiculada ao mundo pela Liga de Animais North Shore, o telefone não parava de tocar. Mais de 6.000 pessoas, de lugares tão distantes como o Japão, a Holanda e a África do Sul, telefonaram para perguntar sobre o estado de Scarlett. Umas 1.500 se ofereceram para adoptar Scarlett e seus filhotes. Um dos gatinhos mais tarde morreu.  Scarlett comoveu o coração de muita gente no mundo todo.
Isso nos faz pensar se o coração de milhões de mães hoje, que eliminam o filho antes de nascer, ou por abusos, logo depois que nasce, não sente nenhum remorso diante do exemplo do amor de Scarlett pelos seus filhotes.
------------------------------------------------
10/12/2004
Extraído de Despertai! n.° 18, Vol. 77.
Alexandra Faro - BEA-Bem Estar Animal/S

LauraBM às 15:59
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10
Jul 05

gatarrao_dona.jpg

LauraBM às 16:19
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30
Jun 05

ginasticaparagatos-2.jpg

LauraBM às 23:27
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20
Jun 05

gato_bone.jpgInfelizmente, até na própria América se vêm disparates tais como este último do café para gatos, em Nova Iorque, onde podem comer  todas as iguarias que desejem, levados pelos patetas dos donos.

Teremos que tratar primeiro dos humanos para que ganhem juízo, e aprendam duma vez por todas que:


Os animais são animais e nunca quiseram ser outra coisa. Vivem bem na sua condição, desde que os humanos não interfiram nos seus habitates e lhes dizimem as cadeias hierárquicas e alimentares.
Quando na companhia dos humanos, devemos tentar dar-lhes uma vida o mais parecido possível com aquela que disfrutariam na natureza, embora não descuremos o conforto e conselhos dos médicos veterinários.

Devemos também observar o seguinte: após habituação ao usufruto de alimentos fornecidos pelos seus donos, ou tratadores, se abandonados, jamais conseguirão encontrar os alimentos necessários para sobreviverem.
Aceitar, e domesticar, um animal é uma obrigação para todo o tempo que a sua vida durar.

Não engeite responsabilidades! É preferível não as tomar para si!
-------------------------------------------------------------
(notícia retirada dum jornal diário português e vista na TV)
8/2004
Comentário - Laura B. Martins

LauraBM às 14:38
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10
Jun 05

gatinho_comilao.jpgAtenção!
Diante de vários amigos que estão com problemas com seus gatos, gostaria de colocar algo para as pessoas mais chegadas, mas por favor, não sou técnica, é apenas para pensar.
Já não estava gostando da utilização frequente de ração; pois por mais balanceada que seja, é algo industrializado, e sentia como se estivesse dando enlatados aos animais todos os dias.
Já pensou você utilizando apenas enlatado ou comida industrializada todos os dias?
É prático, mas lógico que não é saudável.

Com base nesse pensamento, sempre dei ração de dia, e a noite um peixe para meus gatos.
Ultimamente (o veterinário é homeopata) o veterinário falou que devido à concorrência, as indústrias de alimentos estavam colocando substâncias que causam dependência química, para que os felinos não trocassem de ração.
Há duas semanas resolvi trocar para a comida normal, ou seja, a que eu como todos os dias e a qual esses animais estavam acostumados a comer à gerações, e deu pena; um dos meu gatos reagiu como um dependente químico, vomitou, e teve muitos problemas.
Já está se recuperando, mas vou evitar dar ração para eles novamente.
-----------------
Sônia Catharina
====================================
NOTA: Claro que tudo isto dá que pensar.
CONCLUINDO: eu que sempre tive gatos, digo o seguinte
- A n/alimentação não é adequada para animais (muitas vezes nem para nós mesmos).
- Antigamente usava-se dá-la aos animais por uma questão de conveniência; ficava muito mais económico e nem dava trabalho nenhum.
- Hoje, felizmente, temos a ração seca, óptima para os n/amigos e muito prática; além de muito mais fácil acondicionamento.
- Pessoalmente também a utilizo, embora eu coza uma posta de peixe, diariamente, para dar ao meu bichano, acompanhada da água da cozedura.
Gatos bebem muito pouca água e assim eu fico certa de que ele bebeu pelo menos aquela. Além disso ele gosta muito!
Restos... NUNCA!
(Já viu o bem que fazia à sua saúde se não usasse sal, pimentas, molho inglês, mostardas, coloraus, picantes, gorduras, vinagres de vinho, etc.? Pois!!!
-----------------
19/06/2004
Laura B. Martins

LauraBM às 23:44
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05
Jun 05

gato_cacarpassaro.jpg

LauraBM às 00:25
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10
Mai 05

gato_sanita.jpgEsse ai é o Pompom.
Olha só a cara dele, não é de danado?
Acordou de madrugada num tremendo corre-corre, acordou a bicharada, assustou os passarinhos, o Totó, cachorro mansinho,
a tartaruga ficou maluca, com esse corre-corre danado...
Só parou um pouquinho pra devorar o seu leitinho
Saiu para o quintal; nada mal....
Aí foi um sobe e desce do muro, provocando as borboletas...
Eta gato xereta!
E lá vai Pompom, buscar o que é bom!
Foi bulir logo no aquário, foi aí que se  danou...
Vó Marina pegou a vassoura e atrás do gatinho a correr desandou.
Nova correria...
O banheiro ficou aberto? É pra lá mesmo que eu vou, pensou o nobre senhor..
Mas, um pulo dado errado e o Pompom foi parar dentro do vaso sanitário..
Tadinho do bichinho, que pecado, fez tudo errado...
Até que ficou engraçado!
A culpa é de quem deixou a tampa do vaso levantada
Será que foi a vó Marina ou foi a empregada?
Acho que foi a Carminha!
Vida de gato danado é assim, no buraco...
------------------
13 / 11 /2002
(Silvia Giovatto)

LauraBM às 16:26
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10
Abr 05

gatos_abraco2.gifSegunda-feira, o telefone tocou e era da casa de minha filha mais velha.
- Mãe, vê se você pode ajudar a gente.( minhas duas filhas)
Lá vem bomba, pensei.  rssss
- Mãe, dois gatinhos estavam aqui na porta de casa e as pessoas estavam dando chutos.
Eu os trouxe aqui pra casa. O que faço agora?

Nesse momento, lembrei de minha infância onde quase sempre voltava pra casa acompanhada de animais abandonados.
Era um desafio para os meus pais, pois não podiam ficar com os bichos, mas se comoviam ao ver meu sentimento e o olhar do bichinhos pedindo pra ficar.
Cresci amando os animais e sofria ao ver alguns rituais de matança de cabritos, galinhas, porcos, bois, coelhos etc.
Sou descendente de portugueses e mineiros e era comum ver tais cenas.
Meu pai sabendo de minha sensibilidade, procurava esconder tais factos, pois era uma tortura para o meu coração.
Nunca gostei de comer carne, mesmo não censurando quem come ou achando que estou certa.
......
Mas voltando aos gatinhos.
Os danadinhos vieram pra minha casa. Lindos de olhos azuis e a Madre Teresa, como me chamam, logo se preocupou em arrumar um cantinho pra eles ficarem.
Ah! Eram lindos e consegui uma pessoa pra ficar com eles.
Minhas duas filhas ficaram emocionadas, mas felizes porque conseguimos ajudar esses bichanos.
Quando recebi essa imagem, lembrei dessa história e resolvi enviar pra vocês.

Não incentivo uma relação doentia com os animais, mas acredito que a relação de amor com esses seres, nos deixa mais alegre e feliz.
Um beijo pra todos!
Miau..miau...
---------------------------------------
artigo recebido via Internet, s/autoria

LauraBM às 16:42
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12
Mar 05

gatosdancartwist.gif Os gatos não conseguiram...
desataram à patada;
perderam a compostura
co'a música endiabrada.

Quem diria que os bichanos
com fama de dorminhocos,
não resistiam, maganos...
a dançar ritmos tão loucos.

Foi no sossego da sala,
e com os donos ausentes,
que decidiram tocá-la.

Ficaram todos contentes
e puseram-se a dançá-la,
loucos, quais adolescentes.
----------------------------
26/08/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:16
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06
Mar 05

gato_fera.gifSilêncio
eis a tarefa
de todos os gatos
que poucos humanos sabem perscrutar
(talvez ninguém em plenitude)
o grau de solidão necessária
ao saber auto suficiente
para ser felino e doméstico
em sua tarefa de monge
guardião do inextricável
em quem o homem não percebe
a metafísica natural,
recolhimento
saber
sensualidade
e aceitação.
--------------------------------
Maio 2000
Artur da Távola
http://www.arturdatavola.com

LauraBM às 17:16
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04
Mar 05

gatinho_lata.jpg Olha eu aqui de novo
- num rolo só -
sem saber onde é o começo,
onde ficou o avesso,
se desenrolo o verbo,
amarro a linha,
acompanho a banda,
canto quadrinha.

Com nós de saudade,
mando
da minha janela,
saudações ao Chico,
à VIDA,
um abraço apertado pró Cristo
e um inter-beijinho-fiado
enrolado-e-muuuito-abusado
só-para-ti.
--------------------------
16/07/2005
Ângela moura
www.angelamoura.com

LauraBM às 17:38
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28
Fev 05

 Meu gato floco de Neve
Flo_urna.jpg
 

E assim...

no sussurro dos lamentos me embalo,

 

vazios os braços.

Sentei-me nos degraus, à tua espera,
sem perceber porquê tanta demora.
Depois... lembrei de tudo. Ai, quem me dera
que fosse um sonho mau. Mandá-lo embora.

Espreito vezes, sem conta, na marquise,
imaginando ver-te na almofada.
Manto de neve eu procuro, que deslize
no meio da marquise ensolarada.    

                                            
São devaneios meus... são ilusões...
Tentativas de fuga à realidade.
Lágrimas levem, sem recriminações,

para longe de mim tanta saudade.
Murmurando o teu nome em orações...
pretendo ter, do gato, a dignidade.
-------------------------------
26/01/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:03
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27
Fev 05

Floco de Neve, último adeus!

Agradecimento aos meus amigos, nesta hora de amargura!

Sabem , meus amigos... ele era a minha companhia de noite e de dia. Dormia comigo, em cima da minha cama, aos pés, na cestinha dele, que tem cobertura e ainda o tapava com uma mantinha porque ele era muito friorento.
Quando ele fungava, e estava com o narizinho mais entupido, eu sentava-me na cama e acariciava-o até ele sossegar.
Andava atrás de mim como se de um cãozinho se tratasse.
Todas as noites ele sabia quando eu estava mesmo para descer e ir deitar. Eu durmo no andar de baixo. Saía da cestinha, ia comer, fazer chichi, beber uma pinguinha de água e sentava-se à minha espera.
Eu carregava a cesta dele para baixo, e ele descia, logo atrás.
Sentava-se no tapete do quarto até eu ter tudo arrumado.
Deitava-se, não sem antes tentar meter-se dentro da minha cama. Todas as noites era a mesma cena.
Quando ele não estava assim doente, muitas vezes dormia dentro da minha cama, coisa que ele adorava - deitar a cabeça na minha almofada e ficar ali como uma pessoa.
Neste último ano de 2004 é que ele piorou e sangrava do narizinho, por isso tive que o deixar apenas na cestinha.
Era o meu amiguinho branco. Trouxe-o para casa quando ele tinha uns 4 meses e andava na rua porque a dona não queria saber dele.

Estou tão pobre, meus amigos.!!!!!
Nestes últimos 4 anos perdi os meus dois amores: o cão Kimba e o gato Fló. Restam estes dois - a Daisy e o Monty, felizmente ainda comigo.

Eu acho que ele pressentiu o que ia acontecer. Nessa manhã tinha vomitado o seu peixinho cozido.
Achei que era hora de parar, antes que ele sofresse mais. Pensei que já doía muito quando ele batia com o narizinho. E ele batia em tudo porque o narizito estava sempre na frente.
Também já lhe dava a comida na minha mão com receio que ele batesse no prato.

Levá-mo-lo para a veterinária, embrulhado na mantinha, e ele muito quieto. Estivemos lá, à espera que ela terminasse uma consulta e ele sempre muito quietinho, sem se mexer, a cabecinha encostada ao meu pescoço.
Entrámos no consultório, ela olhou para ele e deu-me uma declaração para assinar, sem falar.
Não precisava, conhecia-o muito bem.
Nunca o retirei dos meus braços. Enquanto lhe deram a injecção, dei-lhe um último beijo e ele ficou-se, sem um soluço, sem nada, lentamente, no calor do meu peito.
Sei que alguns de vcs vão chorar... Desculpem!
Que Deus não lhes reserve tal dor. Que os v/bichinhos se fiquem calmamente, quando chegar a hora deles, em paz e sem necessidade de arcarem com esta tremenda culpa e responsabilidade nos v/ombros.

Obrigada pelo vosso carinho, meus amigos
------------------
26/01/2005
Laura B. Martins

LauraBM às 01:13
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26
Fev 05

Flo_urnamoldura.jpgCarta aberta aos meus amigos,

Estou inconsolável, aliás, aqui em casa estamos todos.
Estou seca por dentro e vejo-o em toda a casa, caudinha levantada, olhinhos claros e grandes, a miar e a chamar pelo meu nome, como ele fazia; Alaaaauuuuuuuu. Eu sabia que era comigo e se eu não aparecia ele vinha procurar-me.
Era como um cãozinho, vinha ao meu chamamento, estivesse onde estivesse.
Mesmo que andasse pelos quintais dos vizinhos, logo aparecia a miar como se me perguntasse o que é que eu queria dele.

Foi muito duro, acreditem! O meu belo gatarrão branco, já não existe.
Estou muito pobre. A minha riqueza não é medida em haveres materiais, mas sim em amor, especialmente dos animais com quem sempre me entendi.
O meu cão, o Monty, tem procurado pelo gatinho todo o dia, porque nos viu sair com ele, logo de manhã.
Cheira os locais onde ele costumava estar e procura por ele, de pé, no local onde via a cestinha do gato.

Depois, sentei-me aqui, no computador e repassei o v/correio, sem coragem de lhes contar o sucedido. O Monty, vem ter comigo. Com aqueles grandes olhos castanhos, sobe na cadeira ao lado da minha que aqui está sempre, para ele, põe a patinha no meu peito e olha directo para mim, como a perguntar o que é que se passa.
O seu companheiro desapareceu e a dona chora que nem uma Madalena arrependida.
Já tentou lamber-me as lágrimas e deitou-se aqui a olhar para mim.

Pronto, meus amigos. Resta acrescentar que, nestes últimos tempos, o gatinho dormia dentro da sua cestinha, bem quentinho e tapado, sobre a minha cama. Muitas vezes, de noite, quando o ouvia mais aflito com o narizinho entupido, me sentava na cama e o afagava até ele sossegar.
Estava com câncer no nariz. Infelizmente nada havia que se pudesse fazer pois o nariz é uma zona que estão permanentemente a lavar e a bater com ele em todo o lado.
O colar, não era para ele, porque se deitava sem se mexer, sempre que lho punham. Não comia, nem bebia, nem se levantava. Não servia de nada!
Descansa em paz, meu amigo de 12 anos!

Já tinha perdido o meu cão Labrador com uma doença incurável - a Leishmaniosis - picada de mosquito, em 2001.
Também o adormeci, assim que o vi muito mal. Sofrimento para os meus amores?... Jamais! Não suportaria!

E nos meus braços se foram, os meus dois amores.
Estarão no céu, ajudando a dona, em horas de sofrimento?
Assim o creio porque os animais não têm maldade.
Além de puros e previsíveis, adoram os seus donos.
-----------------
24/01/2005
Laura B. Martins

LauraBM às 01:01
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24
Fev 05

E assim...
ao céu te ascendi.
Fiz-me Deus!

Flo-rosas.jpg
                                                                                            Meu gato - Floco de Neve

Este meu grande amor, tanto apoquenta
um coração dorido, amargurado.
Observo o meu gatinho, muito atenta,
penso que o seu fim pode ter chegado.

Ó Deus... Dá-me coragem e suporte!
Sabedoria ,na distinção da hora
em que comece a dor. Antes a morte!
Não mo leves ainda. Não agora!

Quanta coragem preciso reunir,
para acatar o conselho de quem sabe
e terminar-lhe a vida.Conseguir

que o seu último alento em mim desabe.
Ternos cuidados... um amor ver partir.
Doze anos comigo... Ai, a saudade!!!
-------------------------------
22/01/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:19
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05
Jan 05

gatopreto-mexercauda.gifSe um gato pudesse escrever, talvez escrevesse uma carta como essa.

Prezado colega bípede,

Para você, humano, que nunca teve contacto com animais como eu, (e que não sabe, portanto, o que é ser gato), quero informar algumas características da minha espécie.

Desde pequenininho soube que a limpeza é uma das minhas marcas registradas.
Minha mãe me lambia dedicadamente até meu pêlo ficar limpinho e macio.
Logo aprendi e passei a me lamber sozinho.
Se nada estiver errado com minha saúde, é assim que você vai me ver todos os dias: limpinho e, ainda assim, me limpando à toda hora.
E para minha saúde estar sempre óptima, me leve logo ao veterinário. Eu preciso de vacinas para não ter doenças, e preciso, quando pequeno, de tratamento para vermes, pulgas ou parasitas.
Eu não quero infectar a sua casa.
O doutor também explicará quais cuidados deve ter comigo e qual o melhor alimento para mim. Ah, sim, não esqueça de deixar sempre à minha disposição água limpa e fresca, para beber.

Por favor, para não “nos” fazer sofrer, me dê uma caixa com granulado sanitário (ou até mesmo areia). Farei minhas necessidades lá e agradeço a sua atenção em retirar a areia suja sempre que possível. Meu olfacto é muitas vezes mais sensível que o dos cães (que já é muito poderoso) e eu não suporto mau cheiro.
Pensando bem, você também detesta usar um banheiro sujo, não é mesmo?
E detestaria ver que eu usei os seus vasos de plantas (ou outros lugares) para me aliviar, né?
E eu ficaria muito sentido de ver você bravo comigo...

Precisamos confiar plenamente um no outro. Por isso, por favor, não me castigue se eu fizer alguma “arte” com algum objecto seu.
É simples: você não me bate e não me ameaça e eu não arranho nem mordo você...
Se eu fizer algo que você não gosta, fale comigo num tom de voz um pouco mais sério. Diga “não” com pouquinho mais de energia, e eu já aprenderei que aquilo que eu fiz deve ser… ????? … 
Sou bem menos explícito, de maneira geral, do que o nosso colega da raça canina. 
Não espere que seu seja submisso como ele. Tenho personalidade forte e agradeço o respeito que você puder me dedicar. A prática disso entre vocês, humanos, produz os melhores resultados. Comigo não é diferente.
Além disso, eu respeito muito a sua personalidade e a sua maneira de ser.
Com a convivência, você verá que eu sou muito subtil, quase telepático, no que se refere à nossa comunicação.
Quanto estou satisfeito e me sentindo protegido, eu ronrono. Quanto mais você me observar, mais se acalmará e aumentará sua sensibilidade e intuição. É uma óptima terapia.

Outra característica minha é a curiosidade. Estou atento a tudo e examino cada coisa nova que aparece na minha frente.  Se você trouxer uma sacola, eu acabarei entrando dentro dela. Se trouxer uma caixa, acharei delicioso me esconder lá. Adoro novidades, mistérios e
esconderijos! Vivo procurando lugares inusitados para me esconder (e tirar uma boa soneca) ou só para me divertir.

Quando eu vivia com minha mãe e meus irmãos, eu achava que estava no Paraíso. Aliás, estava mesmo! Quando fui separado deles, fiz um reconhecimento do novo lugar onde passei a viver e fiz dele o meu novo Paraíso. Onde quer que eu esteja, levo junto a consciência de estar num bom lugar. Esta é minha filosofia de vida: acredito fervorosamente que tudo o que existe faz parte do Paraíso e está aqui para meu prazer. E vivo com sabedoria.

Como o Paraíso sugere bem-estar, felicidade e plenitude, encaro todas as coisas que me rodeiam de uma forma peculiar: tudo, para mim, é presente de Deus e pode ser usufruído com alegria.
Tudo o que existe, para mim, é coisa de brincar. Sou como a mais inocente das criancinhas. Tudo eu transformo em brinquedo, tudo existe para me fazer feliz. Nunca me fói dito que existe algum brinquedo proibido no Paraíso. Portanto, se houver alguma coisa na sua casa que você queira que eu não chegue perto, que eu não brinque ou deite nela, por favor, me oriente. Delicadamente. Eu sou muito sensível e inteligente e aprendo bem rapidamente.
Também sou brincalhão e muito sensível aos sentimentos humanos e a tudo que os cerca.

Sou muito feliz por estar vivo e logo você notará esse meu sentimento.
Espero até, de alguma forma, que isso seja contagioso e você assimile esse meu maravilhoso sentimento de ser uma criatura de Deus que vive, feliz, num Paraíso. Mas, o que é melhor: sem nenhum sentimento de pecado, de culpa ou de vergonha.
Espero que sejamos muito felizes juntos.

Um ron-ron agradecido a você, do seu
Gato.
----------------------------
donaminucia@bol.com.br
Brasília-DF
-DF

LauraBM às 18:20
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20
Dez 04

Natal_5gatos.gif

LauraBM às 14:53
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20
Set 04

gato_passatempo.jpg

LauraBM às 00:52
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15
Jul 04

gatopreto_asas.gifA maioria das pessoas acha que os gatos não fazem nada, são preguiçosos e tudo que fazem é comer e dormir. Não é bem assim!
Você sabia que os gatos tem uma missão na nossa vida? Você já parou para pensar porque tantas pessoas hoje em dia têm gatos? Mais do que o número de pessoas que tem cães?

Aqui está uma série de informações sobre a vida secreta dos gatos. Todos os gatos têm o poder de, diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de negatividade ao absorver energia de tantas pessoas.
Quando eles dormem, o corpo do gato libera a negatividade que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficiente para liberar tamanha quantidade de energia negativa, e consequentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-la.
Portanto, eles se tornarão obesos - e você achava que era a comida com que você os alimentava!
É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles.

Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos. Por isso eles gostam de dormir na nossa cama. Se eles verificarem que estamos bem, eles não dormirão connosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.

Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essa pessoa está ali para nos prejudicar ou que essa pessoa do mal, os gatos nos circundarão para nos proteger. Quando meus gatos começaram a fazer isso comigo, eu não entendia porque eles ficavam em cima de mim ou aos meus pés.
Eu soube depois que eles estavam me protegendo. Então, meus ouvidos e meus olhos buscam imediatamente ver a reacção dos meus gatos para ver o que eles farão quando alguém entra em minha casa. Se eles correm para a pessoa, cheiram-na e querem ser acariciadas por essa pessoa, eu sei que posso relaxar.

Dívida a resgatar

Se você não tem um gato, e um gato vira-latas entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular. O gato vira-latas voluntariou-se para ajudar e escolheu você.
Agradeça ao gato por escolher sua casa para esse trabalho. Se você tem outros gatos e não pode ficar com o vira-latas, encontre um lar para ele. O gato veio a você por um motivo, desconhecido para você a nível físico, mas em sonhos você pode ver a razão para o aparecimento do gato nessa época, se você quiser saber. Pode acontecer de haver um débito cármico que ele tem que pagar a você.O espírito que o acompanha pode ter feito algum mal a você em outra vida e deve resgatar essa dívida protegendo você nesta vida. Portanto, não afugente o gato. Ele vai ter que voltar de um modo ou de outro para realizar esta obrigação.

Os Gatos Curam-nos

Na época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como um canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiava deles achando que eles usavam magia negra. Como eles não podiam usar cristais, os curandeiros levavam gatos que exerciam exactamente a mesma função dos cristais. O povo não tinha medo dos gatos e permitiam que eles entrassem em suas casas. Desse modo, os gatos têm sido usado inúmeras vezes na arte da cura.
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16/07/2004
Caroline Connor

LauraBM às 17:53
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10
Jun 04

gato_amar.adeus.gif Você tem gatos?
Já experimentou dar comprimidos a gatos?

Eu já!!!!!!!!!!! Aiiiiiiiiiiiiiiiii! Preste atenção

COMO FAZER UM GATO ENGOLIR UM COMPRIMIDO
Como dica... sobre uma mesa, enrolo o gato numa manta e só deixo a cabeça de fora.

Desajeitadamente, tento abrir-lhe a boca enquanto ele tenta morder-me e mia em sinal de protesto.

Já tenho o comprimido colocado num lançador. (É um aparelho próprio para dar comprimidos a gatos; e que os veterinários gostam muito de vender aos incautos e confiados donos).

Enquanto ponho novo comprimido no lançador, porque não acertei da primeira vez e deve estar em cima do armário, o gato dá um salto, atira-me a manta para a cara e pula também para cima do armário.

Daí a mais ou menos uma hora, quando o gato resolve descer, tento de novo.

Lembro-me de cenas anteriores!...

Ponho de novo o gato enrolado na manta. (À segunda vez é mais difícil porque eles já estão à espera e com gatos só é fácil enquanto é surpresa). Abro-lhe a boca, depois de 10 minutos a massajar-lhe o pescoço para ele se descontrair, (isto resulta sempre), seguro-lhe a cabeça para trás e enfio-lhe dois dedos na boca junto com o comprimido. Com sorte, escorrega pela garganta.

Ele fecha a boca mais rápido do que eu retiro a mão e enfia-me aqueles longos gatinos num dedo; mesmo assim, em desespero de causa, tento que ele não abra a boca antes de engolir e, satisfeita com a proeza, relaxo.

É nesse momento que ele sacode a cabeça e eu observo, consternada, diversos pedaços do comprimido caírem-lhe da boca, meio desfeitos.

Enquanto limpo tudo, o danado passa-se para o quintal por uma greta da porta, mal fechada.

Ainda a terminar de fazer curativo no dedo, telefono à veterinária a perguntar se não tem nada que se possa enfiar pelas orelhas. (Pelo menos elas não têm dentes e já estão abertas, por natureza).

Ai, aiiiiiiiiiiii!
Laura (a desesperada)

LauraBM às 15:39
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03
Jun 04

gato_espreguicar.gifEspreguiçando tal como faço para me dar conta de que tenho de levantar...
Apesar de estar curtindo a fase inicial de minha aposentadoria, nada de ficar rolando na cama debaixo do édredon!

Desejo um bom dia cheio de energias e vibrações positivas para Você porque:
«A verdadeira generosidade para com o futuro, consiste em dar tudo ao presente.»
Albert Camus
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1/06/2004
*Emiele*

LauraBM às 00:09
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15
Mai 04

pulodogato.jpg

Malandro oficial da NET, auto-confiante, com forte instinto de sobrevivência, gato é gato – apelido de gente bonita, querida, inter-amiga - animal adestrado pela vida, para o melhor e o pior...
Eu sou gata, você é gato, nós somos gatos, eles serão???...

Se não conhece os segredinhos pra ser gato, vai lá...
Confiar em Deus e na Mãe Natureza...
Aceitar a vida e as pessoas como são, gostando ou não gostando delas...
Viver sete vidas de esperteza, sabendo que um obstáculo é só um obstáculo...(rs).
Faz parte do caminho, mas, com jeitinho, pode ser ultrapassado...

Correr atrás do sonho, porque quem não corre e não sonha, fica só, chorando e reclamando...
Se não conseguir mover a montanha, descubra um caminho melhor...
Aproveitar a adversidade para ficar mais forte, aprender a correr ou afiar as unhas... (rs), ou seja: lutar ou disfarçadamente "dar no pé"...

Fazer da autoconfiança seu amortecedor de quedas... (rs).
Cada vez que cair ou for derrubado, conseguir se levantar e pular mais alto...

Usar protecção contra "mau olhado" e gente de "olho gordo ou grande" em cima:
- SHÔÔOO! Sai pra lá!!!!!

Quando sentir ameaça no ar, e o carinho não funcionar... Não tenha medo: negocie, ou então, enfrente e mostre as garras...
MIAAAUUU!!!
(Pensou que gato não tem medo????....
E quem não tem????)

Perseguir o seu desejo, sabendo que toda dificuldade será resolvida no momento oportuno, porque a imaginação é tão fértil que acaba tornando a dificuldade grande demais...
Não acreditar em fracasso e não desistir NUNCA!...

Fazer muito dengo, cafuné e carinho no seu amor... Com direito a receber muito mais, né?

Depois do primeiro tombo, você vai "tirar de letra" qualquer outro. Sabe por quê?
Porque já conhece o famoso, fabuloso, corajoso, charmoso e "muitososo", PULO DO GATO.
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Angela Moura (Angel)
http://www.angelamoura.com

LauraBM às 00:44
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10
Abr 04

Flo-colar.jpg


No fio da navalha, ele caminha!... Travando uma batalha, ele caminha!...
Enquanto me retalha o coração; na dúvida de espalhar-se (?) sim ou não.

A doença terrível... ninguém poupa. Do sofrimento incrível... ninguém poupa.
São homens e animais ameaçados: Câncer ataca! Não são contagiados.

Amigos dos gatos brancos, unam-se! Orem! Protejam estes felinos, e não chorem.
Procurem antes a cura. Incentivem! Que os cientistas a busca reavivem!

O sol, fonte da vida no planeta, mata, agora, de forma doce e discreta.
Todo e qualquer gato ama o seu calor; mas o albino não se deve expor.

De nariz e orelhas delicados aonde é escasso o pelo, os tons rosados
da pele não protegem os felinos brancos, dos muitos raios assassinos.

Todos os dias observo o seu nariz! Vejo a ferida que sangra e, infeliz,
debato-me na certeza do presente. Faltará quanto pra ele 'ser ausente'?

Amo estes animais, do coração. Tão belos! Sempre me dão a sensação
de saber estar na vida quando, altivos, são auto-suficientes, evasivos.
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17/10/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 00:50
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15
Mar 04

melro_cacado.jpg
O melro, foi beber água

no vasilhame do cão,
(a dormir, sossegadinho),

no seu passo de pulinho,

bico amarelo, negrão.

Passou por mim, não me viu;

feita estátua, na marquise.
O melro bicou ervinhas,

larvas, formigas, pedrinhas;

até uma flor cerise.

Regalado passeou-se

no jardim, aqui na frente.
De olho no cão, esquivou-se,

lépido, ao gato que trouxe

um passarinho no dente.

Malvado gato, terror

dos passarinhos pequenos.
Se foi, pra mim, um horror

ver a cena, num estupor,

para o melro não foi menos.

Como é, Mãe Natureza?

Como é, Virgem Maria?

Estando o gato alimentado,

gordo, grande, bem tratado,

fazer tais coisas, devia?

Mas que mundo sem conserto.

Mas que mundo!... Que aflição!
Estava eu toda babada,

quieta, deliciada...

e logo veio confusão.

Época de passarada

toda doida, a fazer ninhos.
Alguns, já são repetentes.

Os novos, inconsequentes,

sem prática, coitadinhos,

caiem nas garras felinas;

distraídos na procura
de tudo quanto é pauzinho,

fios, lãs, cordéis, pedacinho

de qualquer coisa. Oh, ternura!

Ele foi caçar prà dona.

Fazer o quê, ao meu gato?
Tudo que pode encontrar

ele trata de apanhar

pra quem dá mimos, bom trato!...
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14/03/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 14:45
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10
Mar 04

Flo_janela_manta.jpg


Tenho cortina anti-moscas balouçando com o vento;
aos cães não faz diferença, para o gato é um tormento.

Sempre que vai a sair, não se esquece de espreitar,
podem vir, em desvario, os cães nele tropeçar.

É cuidadoso o bichano salta-pocinhas, esperto;
pula de lado, eriçado, se não vê caminho aberto.

Termina o pequeno almoço, (o seu peixinho cozido),
cheira a comida dos cães, fica de nariz torcido.

Das rações deles, não gosta, (curioso, foi provar);
prefere as suas, com bolas mais fáceis de mastigar.

Depois, viu duas tigelas com farelo estaladiço;
deu a sua trincadela e houve grande reboliço

porque a Daisy é gulosa pela dieta da dona,
(limpa tudo e acha pouco), muito bruta e comilona.

Rosna pra tudo e a todos o Monty, que é refilão.
- Co'a comida não se brinca! Não gosta de reinação.

Ao fim do dia, os meus cães têm sopa de legumes
mais as rações; e o gato não entende esses costumes.

Petisca do seu pratinho e entretém-se a observar
sobre a arca, no seguro, ao cão, as barbas limpar.

Durante o dia, com sol, os cães, no quintal vedado,
ficam danados da vida vendo o gato no telhado.

O dono gosta de dar, com eles, uma voltinha.
Leva o Monty pela trela; a Daisy não, que é mansinha.

Assim vivem os meus bichos, creio, uma vida bem boa.
Pensar nos abandonados (...) não há, coisa que tanto me doa!
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12/12/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 14:19
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01
Mar 04

Flocadelacao_1.jpg

 

Nem sempre a vida é bonita; na serra há outra faceta,
pela minha mão descrita, com a ajuda da caneta.
Pelos meandros da serra, onde a construção é escassa,
uma triste história enterra mais um filho da desgraça.

Lá, vivem os passarinhos em alegre liberdade;
mais um gato e dois cãozinhos. Vou contar-lhes a verdade:
O gato ao quintal saiu, (nem segundos demorou),
sem tempo pra dar um piu, logo um pássaro caçou.

No remanso do meu lar, ouvi miados, latidos;
corri à porta a espreitar se estavam loucos varridos.
O felino caçador, enxofrado, pêlo em pé.
O cão pequeno, um horror, fazia grande banzé.

A cadela, nada calma, logo para mim olhou.
Aos pés me caiu a alma!!! - Um pássaro abocanhou!?!?
Deduzi, pelo aspecto das criaturas zangadas,
ser a cadela o objecto, por comer coisas caçadas.

Gritei, depois corrigi-me, não quis virar anarquista;
mas, ali havia crime com as provas bem à vista.
Retirei-lhe a avezinha morta e meia depenada,
triste Lei da Natureza), no quintal foi enterrada.

A história reza-se assim: O caçador foi o gato;
e o Monty, cá para mim, começou o desacato.
A Daisy que é grande e forte, de feitio delico-doce,
sem acreditar na sorte, ao ver comida... passou-se!
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5/06/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:24
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23
Fev 04

Flokimbanao.jpg 


Comprei uma cesta ao cão. E o animal cresceu tanto,
que até lhe fui comprar outra. Já são duas, entretanto.
Prò gato veio uma cesta; pequenina, por sinal.
Também já não cabe nela. Está enorme, o animal.

Toda contente, pensei: - Descobri como poupar!
Gato prà cesta do cão e não me vou mais ralar.
Mas, cesta de cão não serve. Os gatos gostam de um tecto.
E fui correndo prà loja; ver das cestas, o aspecto.

Lá fui perguntando o preço... Tudo bem caro. Que vida!
Tive que pagar também, a almofada inserida.
E arranjei um cobertor, para o maroto tapar.
Se não houver cobertor, começa logo a miar.

Veio também uma escova... Um pente pra pentear...
Escovinha para as orelhas e o focinhito escovar...
À noite ... Ó Fló, anda cá! Vem cá, meu lindo Floquinho!
Não me dá jeito chamar "Floco de Neve", ao diabinho.

Olha! Que gato mais lindo! Exclamo eu, embasbacada.
Festas são arranhadelas; e acaba tudo à dentada.
Vai subindo pelas árvores... até dá gosto de ver.
Rato, lagartixa, pássaro; já pôs tudo pra correr.

Nas janelas, tenho redes. Não quero mosca a voar.
O danado arranha nelas e lá consegue passar.
Abre porta, fecha porta. De tanto abrir e fechar,
melhor, é fazer buraco. Porta de gato, arranjar.

Do cão, ele não tem medo. Se o cão o vier cheirar...
na certa vai dar unhada e os bigodes eriçar.
Nas lutas com outros gatos, pelos quintais dos vizinhos,
quando a coisa corre mal, ele procura carinhos.

Volta para casa aos saltos, prò seu quintal, vem pular.
Se vierem outros gatos... dão com o cão a rosnar.
E o maroto, cá de dentro, juro que se está a rir.
Descontraído e a lamber-se, a ver os outros fugir.

Mas, se estiver bem disposto, deixa-se acariciar.
Coço no seu pescocinho, aprecio o ronronar.
E não tem nada mais belo, do que um gato confiado,
que expõe a barriga ao dono, e ressona estiraçado.
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7/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

LauraBM às 01:36
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20
Fev 04

floquinhoblog.jpg

O meu gato foi trazido, do quintal, aqui ao lado,
pra minha casa, a pedido, por tanto o ver desprezado.
A vizinha incomodei, porque eu estava incomodada;
de tanto ver esse gato, ao frio, pelagem molhada.
 
Era tão lindo, mas magro, de focinho afunilado;
agora está tão gordinho que tem um carão chapado.
Bochechudo e atrevido, é o mau da vizinhança;
gato ou gata que ele veja, começa logo a festança.
 
Anda tudo pelo ar, miam que nem desalmados;
unha e dente a trabalhar, ficam todos arranhados.
Pego logo na mangueira. Lá vai água! - grito eu.
Salta um p´ra cada lado, agarro a cauda do meu.
 
Vejo o nariz arranhado, com algum traço de unhada,
a orelha deita sangue, a pata foi mordiscada.
Mas, aqui nestes quintais, que circundam minha casa,
esses gatos param pouco, porque o meu lhes 'manda brasa'.
 
Voltemos à tal vizinha donde o Flo é oriundo;
tem lá agora uma gata com as cores todas do mundo.
Daquelas atravessadas, sem se saber pedigree;
mas, de peito e patas brancos. Mui linda, que eu daqui vi.
 
Vimos eu e o Floquinho, que se pôs lá em dois saltos.
Ai, Jesus! Começa a guerra! - grito eu, em brados bem altos.
Qual quê? A gata sorriu! Achou-o à sua altura.
E ele ficou pasmado quando viu, do peito, a alvura.
 
Ele é lindo, é um branquela.Roubou o seu coração.
Está cor de neve ... amarela... de se rebolar pelo chão.
Ela é bela e muito nova, sabe levar bem a vida.
Já o deixou pelo beicinho. A Fofinha é atrevida!
 
Agora brincam os dois. Ele vai lá, ela vem.
Visitam-se mutuamente. Está tudo correndo bem.
A vizinha não gostava de gato auto-suficiente.
Queria um pra andar ao colo, comportado, como gente.
 
É pouco dado a meiguices. Paciência! Acho um amor
quando corre ao chamamento da dona. Dou-lhe valor.
É parecido comigo, gosta daquilo que é seu.
Se o incomodam arranha. É assim, tal como eu.
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2/2001
Laura B. Martins
Soc.Port.Autores nº 20958
LauraBM às 01:45
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20
Jan 04

Floco de Neve, /floquinho) um tanto sujo, sobre o pilar, junto ao portão, na frente da casa.
Flo_odonodopedaco.jpg

LauraBM às 01:01
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10
Jan 04

Gato Floco de Neve (nem sempre)
Flo-quadrodonoBlog.jpg

LauraBM às 01:32
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HOMENAGEM AO GATO

Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

O paraíso JAMAIS será paraíso

a não ser que os meus gatos estejam lá, esperando-me.

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