Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

O melhor sistema para procurar e divulgar animais encontrados em Portugal inteiro.

Consulte a página - http://www.encontra-me.org/


Amados gatos:

Um saudoso ADEUS ao Floco de Neve e à Kika que enfeitaram a minha vida.

Em vossa memória e como última homenagem, este blog continuará a existir.
Receberá as mensagens dos donos magoados e as imagens dos que, como vocês, amados gatos, já partiram em busca do paraíso.

Procurem-nas na tag: 02-adeus, amados gatos

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ou através dos comentários neste blog.

Obrigada!

10
Jun 10

Kika_coelhomini.jpgQuantas pessoas se gabam de amar os animais? Tantas que é difícil achar quem diga o contrário.
Aliás, dizer o contrário pareceria tão mal aos outros que o melhor é fingir e dizer sempre que os amam, devido às regras da sociedade onde estamos inseridos.
Outros gabam-se de os amar mas amam beleza, juventude, gracinhas, pedigree, status.
Será isso amor?
Tratam-nos bem enquanto não dão demasiado trabalho, não envelhecem ou adoecem.
Se isso acontecer, preferem descartar-se deles.
Pois se o ser humano se descarta até dos familiares velhos e doentes...

Hoje quero falar-lhes da minha gata, a Kika:

Miou na minha janela da marquise. Pediu comida e carinho.
Adoptei-a ao ver quão maltratada estava.
Tratei do pêlo ralo. Ficou óptimo!
Mandei operar a cauda partida e insensível. Ficou boa.
Mandei operar os intestinos por apresentar graves problemas, apesar dos prognósticos não serem os melhores. Não resultou.
Precisava de clisteres mais ou menos duas vezes por semana porque os movimentos peristálticos não tinham força suficiente para a expulsão das fezes.
Havia semanas em que era só uma vez, das outras ela conseguia sozinha. Aí, fazíamos uma festa, nós e ela!

Depois veio a parte pior e traumatizante:
Sempre que se lhe dava um clister ela ficava danada da vida e eram precisas duas pessoas para a segurar.
Entretanto, com a massagem na barriguinha, sempre escorria algum líquido do clister; ela lava-se logo (lambendo-se), agoniava-se e vomitava.
Então, eu ficava ali de plantão à gata e ao litter dela, para a limpar e evitar que tudo à volta ficasse sujo, pingado e vomitado, incluindo ela própria.
Tinha um spray próprio para gatos, de champô perfumado, toalhas de papel, um saco de plástico, etc.
Umas vezes demorava mais do que outras, mas eu tinha que esperar e ir falando com ela, acarinhando-a, pois o esforço era grande e penalizava-me.
Já pouco comia durante o dia, só queria sol mas, à tardinha, vingava-se e comia muito bem.
Diariamente dava-lhe uma ou duas massagem que ela apreciava.
Na volta recolhia os louros pois ela andava sempre atrás de mim e falava comigo.
Dormia aos pés da minha cama, na sua casinha  de gato, com telhado, cobertores e almofadinha.
Morreu um pouco de mim quando tive que adormecê-la e se ficou nos meus braços.
Jamais deixei só um animal meu, nos seus últimos minutos, mesmo contra a opinião dos veterinários que sabem ser demasiado traumatizante.

Agora eu quero saber quem é que tem amor aos animais:
Sou eu ou quem os exibe e diz que gosta muito deles até à primeira chatice?
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20/04/2009
Laura B. Martins

LauraBM às 23:38
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05
Mar 10

Kika-almof.janelamarq.JPGUm poema tentei alinhavar
ao lembrar-me de ti. Na minha escrita
não há palavras, só recordo o verbo amar.
Aonde estarás tu, gata bonita?

Não pude minorar o sofrimento
da gatinha que amei com tanto ardor.
Tudo o que ela passou foi um tormento
pra mim, que apenas soube dar-lhe amor.

Hoje, na minha casa há dois gatos;
caudas enormes, num suave ondular,
felizes, (nunca tiveram maus tratos),

mas nunca usurparão o seu lugar.
No coração tenho molduras com retratos
aonde nenhum troca de lugar.
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19/10/2010
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 17:22
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10
Jun 09

Kika-patalevantada_tratamento.jpgKika - levantar a patinha para eu a limpar

Quero oferecer-lhes a imagem da Kika com a patinha traseira levantada para a dona limpar o rabinho sujo.
Ela ainda está um pouco incontinente e, com o esforço de lhe enfiarem a comida na boca, sempre se suja um pouco.
Quer lavar-se mas eu digo-lhe: - Deixa, Kika, a dona vai limpar! Ela fica logo quietinha.
Depois eu digo-lhe: - Kikinha, deixa a dona lavar, sim? E ela levanta logo a patinha. Ninguém precisa segurar.
Tem uma relação óptima comigo e conhece tudo quanto lhe digo. É um amor!

A primeira vez que o meu filho e o meu marido assistiram à cena nem queriam acreditar. Já se repetiu tantas vezes que resolvemos fotografar a coisa. E a patinha ainda costuma ser mais levantada, mas não souberam fotografar na hora exacta. Já dá para ver, não é?
Eu limpo, lavo, seco e ela sempre quietinha e de pata no ar.
Aí está ela com o adesivo na barriguinha mas, finalmente de intestinos limpos. Foram-lhe retirados quase 10cm de intestino em más condições. Ela estava literalmente entupida e quase me morria de infecção.
Já vinha em mau estado da outra dona, infelizmente.

Quem pode não amar estes animais?

Ela ainda recusa as latas de comida da dieta. Quer ração mas agora não pode ser. Temos que alimentá-la forçado e dar-lhe a medicação.
Mas que dramalhão!
Não há manta que a segure para dar uma data de seringadas com comida e os comprimidos. Além disso é uma porcaria tal que a gente mete nojo, mais tudo em volta!!!    rssssss 
Já tive que dar remédios a gatos mas comida... é a primeira vez. Xiiiiiiiiii.......  Deus me livre!!!!!!!!!   Que loucura!!!!!!   Irra!!!!!!!
Eu adoro esta gatinha e já tive diversos gatos, mas esta tem dado trabalho como nenhum outro.
Já limpei mais cocós dela e lavei mais rabinhos, mantinhas, cobertas, toalhas, etc. que dos meus dois filhos.   rsssssss
Obrigada pelos conselhos e carinho para nós, amigas.
Se Deus quiser, ela vai ficar boa e a gente ainda se vai rir disto tudo.

A médica ajuda e dá-lhe as refeições matinais mais os comprimidos, o xarope, e 3 injecções, todos os dias às 10 horas. Depois, vamos tomar um café e levamos a Kika connosco, na transportadora. Enquanto lá estamos deixo a caixinha dela junto a mim, numa cadeira e ao sol. Já todos a conhecem e vêm vê-la.
Ao jantar, em casa, a tourada fica por n/conta pois já não tem as injecções.
Durante o dia deixamos que ela decida se quer comer o peixe ou não, mas sempre bebe a água da cozedura, pelo menos, e isso é bom.

De noite, já sai da cestinha, salta para cima de mim e aninha-se ao meu lado, bem encostadinha.
Embrulho-a no meu roupão e lá ficamos as duas muito quentinhas e quietas, com ela a ronronar.
Tenho dormido com ela num quartinho que temos na cave, para não incomodar ninguém e mantê-la limpa, quente e acarinhada.

Quem pode não amar estes animais? Merecem mais do que os humanos que, às vezes, de humanidade nada sabem.

Kika – na marquise ao sol, c/o boneco preferido, o coelho Kika-mesaboneco.jpg

A Kika é um doce e conhece-me como a ninguém. Mal chego junto dela ensaia logo um miado.
Ela confia na dona e sabe que não lhe faço mal, pelo contrário.
Ela aceita que a tape e acomode, lhe ponha um bonequinho de peluche debaixo do queixo porque ela gosta de ter o queixo apoiado quando deitada, etc. Temos uma óptima relação. Mal falo com ela levanta logo a cabeça e abre aqueles imensos olhos.
Além disso, é uma gatinha sofrida e sabe o que passou durante 3 anos na outra dona. Agora acha-se uma princesa cá em casa.

Hoje, que a preocupação começa a desvanecer-se lentamente, abati-me num sofá durante duas horas e dormi sem ouvir coisa alguma.  rsssss
Agora que ela já come, embora pouquinho, ficou tudo mais fácil.
Também adoro gatos. Sempre gostei de cães mas nutro uma verdadeira paixão por felinos.
Eles são tão ciosos do seu espaço e da sua independência... São maravilhosos!

 Kika – Ao sol, ainda de barriguinha rapada Kika-rapada-cadeiramarquise.JPG

Ela está totalmente recuperada, Graças a Deus!  Hoje retirou o penso e está tudo sarado por fora.
Come, bebe e os intestinos funcionam regularmente. E dorme muito, mas isso é próprio dos gatos.  rsssss
Nesta foto ela ainda estava um bocado incontinente, daí a fralda onde estava deitada.
Agora já não precisa, felizmente para ela e para mim. Xiiiiiiiiii..... Trabalheira!!!!!!!!!
Aqui está ela a mostrar a barriguinha rapada, (que frio, coitadinha), e a dormitar ao sol, na marquise.
As patinhas também foram rapadas até ao cotovelo por causa das agulhas das análises ao sangue, anestesia, soro, etc.
Enfim, a coitada está um bocado despida, com o casaco de peles esburacado, sempre à procura do sol e anda cheia de frio.
Eu tapo-a com as mantas dela, que são em fleece; leves, fáceis de lavar/secar e muito quentinhas.
A minha coelha (por não ter cauda), a minha chinesa (porque põe muitas vezes os olhos em bico), a minha buzina (é o meu filho que lhe chama assim porque às vezes mia como uma buzina, rsssss) está de volta à grande comilança, apesar da dieta que se irá manter pela vida fora.
Mas come peixinho magro cozido, com um pouco de arroz,  latas de dieta especial, e ração também de dieta especial. Vá lá!......

Esperamos que viva muitos anos e bons na nossa companhia, esta lindeza.
Beijos e miaus para todos os amigos da dona, são os desejos dela.

Parece que por dentro a coisa não está a funcionar em pleno pois ela está um bocado incontinente, mesmo de cocós. É um problema que não sei resolver.
A médica diz que demorará cerca de 6 semanas a normalizar. Credo, que loucura! Ela faz onde quer que esteja. Tenho sempre um montão de t-shirts velhas para lavar. Um horror! Ficam manchas líquidas amarelo torrado e pequenos pedaços de cocó.
Estou desconfiada de um remédio que ela toma e é mesmo para obrigar os intestinos a funcionar. Mas, funcionar assim, não me parece certo. E ela já esteve melhor do que está, nesse aspecto.
Também a médica me disse que ela já poderia comer ração, embora de dieta especial para estes casos. E eu também acho que pode ser da ração porque há 2 dias atrás ela estava melhor e não comia ração.
Tenho que fazer umas experiências, amanhã que ela não tem injecções. Também temos que ser um pouco médicos.
Se for realmente da ração vai ser problemático porque ela adora ração, acima de tudo.

Então, começaram os problemas intestinais cada dia piores. Ela começou a rarear de evacuar sozinha.
Primeiro ia semanalmente à clínica para lhe darem um clister que a ajudava a evacuar.
Depois, de dois em 2 dias.
Quando vinha da clínica ficava a transportadora, mais as mantas todas sujas e ela também.
Logo aprendi a dar-lhos eu mesma para, em casa, poder acudir-lhe após o clister.

Esperamos que viva muitos anos e bons na nossa companhia, esta lindeza.
Beijos e miaus para todos os amigos da dona, são os desejos dela.

Parece que por dentro a coisa não está a funcionar em pleno pois ela está um bocado incontinente, mesmo de cocós. É um problema que não sei resolver.
A médica diz que demorará cerca de 6 semanas a normalizar. Credo, que loucura! Ela faz onde quer que esteja. Tenho sempre um montão de t-shirts velhas para lavar. Um horror! Ficam manchas líquidas amarelo torrado e pequenos pedaços de cocó.
Estou desconfiada de um remédio que ela toma e é mesmo para obrigar os intestinos a funcionar. Mas, funcionar assim, não me parece certo. E ela já esteve melhor do que está, nesse aspecto.
Também a médica me disse que ela já poderia comer ração, embora de dieta especial para estes casos. E eu também acho que pode ser da ração porque há 2 dias atrás ela estava melhor e não comia ração.
Tenho que fazer umas experiências, amanhã que ela não tem injecções. Também temos que ser um pouco médicos.
Se for realmente da ração vai ser problemático porque ela adora ração, acima de tudo.

Então, começaram os problemas intestinais cada dia piores. Ela começou a rarear de evacuar sozinha.
Primeiro ia semanalmente à clínica para lhe darem um clister que a ajudava a evacuar.
Depois, de dois em 2 dias.
Quando vinha da clínica ficava a transportadora, mais as mantas todas sujas e ela também.
Logo aprendi a dar-lhos eu mesma para, em casa, poder acudir-lhe após o clister.

Kika - Era a gatinha mais linda que eu já vi Kika-almof.6_2009.JPG

Depois… os problemas foram-se avolumando dia a dia, ela deixou de comer e tivemos que adormecê-la.
Como são difíceis estas resoluções e como eu amava aquela gatinha!...

Ficou-se calmamente nos meus braços entre beijos e afagos.
Viveu connosco pouco mais dum ano mas deixou a minha alma mais vazia e a minha vida mais pobre.
Sempre que nos morre um animal de estimação, ficamos um pouco menos ricos. Vai-se um amor incondicional e inestimável. Nada se lhe compara!
Resta-me a consolação de ter feito quase o impossível para lha dar uma boa qualidade de vida.
Não sei se o consegui, mas o amor que lhe dediquei não tinha limites.
Era a gata mais linda e mais doce que eu já vira. Mais duma centena de fotos servirão para recordá-la.

Adeus, meu amor, nasceu mais uma estrelinha no céu e apagou-se uma luz no meu coração.

NOTA: Tudo se passou entre o ano de 2008 e 2009, mais precisamente entre Abril de 2008 e Junho de 2009, mas só agora tive coragem de juntar as mensagens enviadas para os amigos, compor a história, meter tudo aqui no blog e dedicar à minha amada gatinha Kika.

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Laura B. Martins

LauraBM às 00:21
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10
Abr 09

A Kika, estendida a dormitar no banco do jardim, sol e sombra. Kika-bancoestendida.jpg

A Kika andava inchada e ficou esta noite na clínica. Parece que não conseguiram que ela evacuasse.
Estou desolada pois não se conseguiu coisa alguma e ela vai ficar mais uma noite sem comer, coitadinha.
Ainda para mais sem a dona de que ela tanto gosta... sempre atrás de mim, a miar-me ou a enrolar-se-me nas pernas.
Acho que amanhã estou lá ao abrir da porta.
Penso que me vão dizer que ela terá que ser operada. Nem quero pensar nisso.
Vou-me deitar pois dormi mal e acho que hoje ainda vou dormir pior, sem ela ali aos pés da cama a ronronar dentro da sua cestinha.

Fizeram-se radiografias e ficámos estarrecidos ao vê-las com os intestinos completamente cheios de fezes.
A Kika esteve esta semana no hospital veterinário para se livrar daquela porcaria toda.
Estes dois últimos dias temos lá ido buscá-la de manhã. Cá em casa, pelo menos, anda à vontade e mexe-se sem estar metida dentro duma box. Volto a levá-la à noite para que lhe dêm os medicamentos e as injecções.
Hoje trouxe-a e vai até passar a noite cá em casa.

Em dias alternados têm-lhe dado clisteres e ela lá vai despejando aquilo tudo mas continua sem ser autónoma. Sendo assim, teremos que ir para a operação ao intestino. É uma operação de risco já que estamos a falar de fezes e tudo pode infectar apesar dos antibióticos, mesmo na própria operação.
Depois, teremos cerca de 10/12 dias de sofrimentos, pensos e colar posto para ela não arrancar os pensos.
Estou desolada com tudo isto, por vê-la sofrer.

Mais tarde, teremos uma nova operação por causa da cabeça do fémur que ela tem partida e soldou fora do lugar. Aliás, estava a provocar-lhe já um desajuste nas articulações da anca. Também se vê muito bem na radiografia. Por isso ela coxeava.
Os problemas intestinais podem ter começado exactamente por aí, se o intestino foi afectado pelo desastre ou atropelamento da gatinha.
O sofrimento disto tudo é tremendo, para nós e para ela; do preço nem se fala.

 

Kika – A dormir antes da operação Kika-cadeiraantesoper.jpg

A Kika, antes de ser operada, a dormir na cadeira da marquise, ao sol.
É a minha coelha de estimação porque ela não tem cauda.

Realmente, este trimestre não tem sido lá essas coisas.
Espero ter dinheiro que chegue para pagar disto tudo, senão vai ser uma chatice.
Bem, a questão não está no dinheiro mas, sim, no bem estar da gata.

Outra notícia desagradável: nas análises descobrimos que também é portadora da sida dos gatos. Normalmente são infectados por outro portador. Nada a fazer!
Não se transmite ao homem nem aos cães, só a outro gato se ela o arranhar e fizer sangue. Há que ter muito cuidado e nem podemos pensar em ter outro gato.
Estou tão desanimada e penalizada com a bichinha...…

Hoje não pode comer a partir da tarde porque vai ser operada na clínica.
Nem sei como é que vou dormir com ela a olhar para mim, esfomeada. Só pode beber água e nada mais.
A Kika nem mia, está dentro da cestinha dela a dormir, coitadinha.
Quando eu for para baixo é que são elas pois também costuma haver em baixo um pratinho com ração, e hoje não há.
Ela tem o hábito de se levantar de noite, ir comer e voltar para a cestinha em cima da minha cama. Comprei-lhe uma cesta que é uma casinha de cão, só com uma entrada redondinha para ela. Adorou e fica lá de noite, muito quentinha. Costumo acordar, sentar-me na cama e fazer-lhe festas, com enorme agrado dela que faz ronron.

Kika – abraçar_boneco m_marquise-sol-boneco-mini.jpg

A minha gatinha Kika, a minha tartaruguinha (como é costume chamar-se a estes gatos coloridos), foi submetida a uma operação de risco na 3ª feira/5/11/2008 e tem dado muito trabalho e preocupação.
Andávamos preocupados desde há inúmeras semanas.

Nas despesas a gente só fala no fim e se valer a pena; caso contrário é melhor esquecer.

Fomos visitar a Kika, que já estava acordada e metida dentro dum gradeado branco. Está sobre umas fraldas descartáveis e bem aquecida na sala do recobro. Meteram-na dentro duma box especial e de costas para a outra box onde havia um cãozinho também operado porque ela não gostou da companhia. Assim, sente-se mais protegida, embora sózinha.
Quando lá chegámos, viraram a jaula para a gente a ver e ela começou logo a olhar de lado para o outro cão que é do tamanho dela apesar de já ter 9 anos. Pelo menos não soprou.
Ela está a morfina e a soro. Garantiram que não tem dores. Hoje já bebe água  e amanhã começa a comer.
Pareceu-nos bem, mas o prognóstico é reservado pois a operação era de risco. Veremos se come, se consegue evacuar e se ao 4º dia vem para casa. Depois disso, ainda poderemos ter sarilhos até ao 10º dia. Há muito para esperar, coitadinha da Kika!
Retiraram quase 10 cm de intestino e fizeram a ligação directa ao cólon que, segundo a médica também já estava a ficar infectado.
Mais uma semana ou duas e ela morria. Poderia não inspirar tantos cuidados se tivesse feito a operação há mais tempo.

Todos os dias tem que ir à clínica para injecções.  O pior é que se continuar a recusar a comida estamos muito mal pois só alimentada via intravenosa e veremos se resiste.
Tentamos fugir a isso mas é um drama dar-lhe comida à força e resulta em quase nada porque aquela boquinha pequenina cheia de dentes morde e fecha-se. Abri-la novamente é dramático e trabalham as 4 patas com 5 unhas cada.
Somos 3 a segurá-la e.......... chovem arranhões e dentadas. Quando ela põe os olhos todos negros e sopra, é de fugir.
Compramos uma bisnaga de alimento vitaminado para lhe dar em pequenas porções e ajudar a alimentá-la.
Pelo menos é bom porque ela gosta e lambe. Haja Deus!

Dar comprimidos e seringas com remédios, é outro drama.
Só quem tem ou teve gatos sabe avaliar o que isso custa e o trauma que representa dar-lhes o que quer que seja, forçado.
Quem não tem ou teve gatos, nem vale a pena fazer perguntas pois nunca vai entender.
Estou exausta e muito preocupada com ela.

Aos amigos crentes, uma pequena oração, mesmo que seja por um animal, não magoa o Senhor; pelo contrário, agrada a S. Francisco de Assis, o grande amigo dos animais.

Hoje foi mais um dia de injecções para ela. Depois, só na 2ª feira, e termina, se Deus quiser.
Também já toma só meio comprimido e muito pequenino de manhã e à noite, junto com o xarope. Tudo se torna mais fácil.

Continua em 6/2009.

LauraBM às 23:05
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30
Jan 09

Vou continuar aqui a história da gata Kika, iniciada em 6/2008, que tamanho desgosto me causou.

É uma história feita de pedaços de mensagens enviadas para os meus amigos virtuais.

 

 Kika – ainda de cauda comprida Kika_chaomarquise.jpg

 A Kika ainda com a cauda comprida, quando veio para cá. Só queria comer e dormir. O estado do pêlo era caótico e caía às madeixas. Dava dó, coitadinha.
Agora está fofinho, espesso e suave, parece o pêlo dum gato chartreux, aqueles todos cinzentos e fofos
Ela está a engordar bastante e o pêlo já apresenta melhoras. Parou de cair e começa a ficar lustroso e macio.
E se a vizinha vier reclamá-la leva um chuto no traseiro, porque a bichinha estava uma miséria e agora está linda.

 

Kika – cauda cortada e colar Kika-colar.jpg

Agora está um amor mas, de cauda cortada; parece uma coelha gorducha. Foi com muito desgosto que o mandei fazer mas ela vinha com a cauda partida e era apenas uma pendureza que ia gangrenar de tanto bater com ela em todo o lado. Estava insensível por ter a ligação partida entre 2 ossinhos, logo no início da cauda. Pois a Kika parece estar a recuperar muito bem da operação. O malvado colar é que a deixa aborrecida, mas… fazer o quê? Anda atrás de mim como um cãozinho e se está na marquise ao sol, assim que eu chamo responde e vem logo. É uma graça de gatinha. Aqueles olhos imensos falam comigo. É realmente muito linda e muito meiga. Tem entre 3 e 4 anos. Quando me vou deitar, lá vou eu para baixo, com 2 sacos de água quente e ponho logo um na cesta da Kika, ao fundo da minha cama. Enquanto ela come (adora comer à noite) e vai à casa de banho, aquece a caminha. Depois, tiro o saco e ela deita-se logo, muito aninhada e quentinha. Como as cestas de Inverno dela têm tecto e laterais, tapo a frente com uma mantinha e lá fica até de madrugada quando sai e vem aninhar-se junto de mim. Quando me levanto, enrolo-a num roupão velho de felpo, e lá fica até mais tarde. Se ela se levanta de madrugada para ir comer, mia para a tapar novamente. É como cuidar de um filho. Rsssss

 

Kika - um doce no jardim Kika-rabinho_cortado-3.jpg

A Kika no seu local preferido do jardim, à porta da marquise.
Também pode ver-se o coto do rabinho mas agora já está cheio de pêlo e mais composto. Nessa altura o pêlo estava a crescer.
Mas é realmente muito linda e muito meiga, sempre atrás de mim como um cachorrinho.
Continuo a achar que ela canta para mim, pois os miados que me dirige são modulados e parecem música.

Um aparte: 
Todos os gatinhos são diferentes, embora muita gente diga que eles são todos iguais. Qual quê?
Eu tinha o Floquinho que quase pronunciava o meu nome quando queria alguma coisa.
Um outro gato anterior que miava diferente sempre que a conversa era comigo.
A Kika que canta.
E agora um casal de gatos, cada um com um som diferente. Um deles produz música autêntica tais as modulações enquanto resmunga porque foi contrariado.
Ela tem um miar que mais parece sempre surpreendida.


A vizinha perguntou pela gata mas não lhe dei saída. Disse-lhe que ela não quer ir para casa e que quando a ponho fora da janela ela volta cá para dentro ou fica lá fora a olhar. Até é verdade!

Já lá vão quase 5 meses. Tem ração especial, caríssima porque tem problemas intestinais pela ausência de cuidados de saúde e tanta porcaria que lhe davam para comer.

Hoje, de tarde, tive que sair para as compras semanais. Deixei os animais todos na marquise ensolarada com a porta aberta para o jardim.
Mostrei à Kika onde ficavam os biscoitos dela, em cima da mesa, junto à janela com a persiana descida. Alto para os cães não irem lá.
Pois quando cheguei ela tinha comido comido metade. É espertíssima e entende tudo que lhe digo, a minha Kika.
De notar que foi a primeira vez que lhe deixei comida naquele local.

Não fossem estas ternuras e comunicação com os meus animais e eu já teria desistido há muito.
Por isso escrevo tanto para animais; porque os compreendo tão bem e os adoro.

 

 

Kika – um trigre no jardim Kika-tigre_na_entrada-word.jpg

Enchi-me de coragem e interpelei a dona dela.

Disse-lhe que tinha operado a gatinha para lhe cortar a cauda.

Ficou uma fera, a mulherzinha!

Que não tinha dado autorização para isso, etc. etc. etc.

Em parte tem razão, mas perde-a quando se sabe o estado em que a gatinha estava.

Receei que começasse a discutir comigo. É gente para isso e muito mais. Foi quando entrou o marido que tinha ouvido uma parte da conversa e disse que a gata tinha sido atropelada mas acharam que não era nada. Daí começou a coxear e julgaram que ainda era só dorido.

Aquilo foi o aloucado do filho deles que anda sempre com os carros a 100 à hora e é um estouvado sem amor aos animais.

Ela ficou danada mas aí eu vim-me embora sem mais aquelas. Tudo começava a fazer-me sentido: O coxear, a cabeça do fémur colada em local impróprio por falta de tratamento, os problemas intestinais…

Agora é que nunca mais volta para lá. Nem que eu tenha que meter as mãos nas ancas e discutir que nem uma varina. Homessa!!!!!!!

LauraBM às 22:36
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10
Jun 08

Kika_bola-1.JPGPois é, a gatinha Kika apareceu vinda pelo telhado, a miar à janela da marquise da cozinha, com muita fome… Todos os dias vinha à mesma hora, esfomeada, comia e voltava pelo mesmo caminho. Quando chegava ao cimo do telhado olhava longamente para mim e, tristemente, ia-se embora.
Dava-lhe da ração dos cães na falta de ração de gato e sempre um pires de leite. Após a morte do gato Floquinho eu tinha oferecido as rações e petiscos para gato que tinha em casa.

Ela estava tão mal tratada, coitada, que fui cuidando dela, escovando, comprando comida própria, uns petisquinhos, etc.

Eu bem sabia que ela tinha dona, logo ao virar da esquina; mas se aquilo era uma dona… eu sou um tigre! Sempre a dizer que a gatinha tinha muita comida e lhe comprava ração boa e eu a saber pela minha empregada que lá viveu num anexo que ela quase nunca dava comida e, quando dava eram os restos do peixe, mais espinhas que outra coisa.
Já a mãe desta gatinha também era muito maltratada e acabou por desaparecer.
Quantas noites a minha empregada a recolheu do frio e chuva pois a dona não queria saber.

A malvada deixava a Kika dormir ao frio, desabrigada, em cima duma cadeira e debaixo dum telheiro que nem paredes laterais tinha.
Um dia, ao passar, perguntei-lhe se a gatinha dormia ali e ela respondeu que sim, que ficava bem e estava muit0o quentinha porque a cadeira tinha um forro. Deus me valha! Que ela não podia estar dentro de casa porque o cãozinho e ela não se davam bem. Agora havia lá um cão que a filha lhe tinha oferecido. Então, a Kika foi posta fora.
Onde é que já se viu tal coisa? Assim, sem mais nem menos, se deixa uma coisinha fofinha como esta ao frio? Esta gente não tem coração! Nem entendo se são maus, insensíveis ou parvos, sei lá!
E ainda julgam que os outros também são!

A Kika acabou por ficar cá em casa e nem quer saber da janela aberta. Até foge dela para eu não a mandar para a outra dona.
Aqui em casa se sente bem e é aqui que quer estar.
Começou a dormitar em cima duma manta, ao pé da janela e adorava apanhar sol ali mesmo.
Vagueia pelo quintal mas nunca salta as vedações. Toma o seu sol, brinca com as lagartixas, folhinhas, formigas, etc. e volta para casa quando o sol se vai ou quando tem fome.
Mia e canta para mim pois o miado dela para me chamar é modulado e comprido, tem entoação.
Sinceramente, estou encantada com esta gatinha.

Não que eu precisasse de mais um animal. Não que eu não saiba da carestia para os tratar bem.
Não que eu não saiba do trabalho, pois nunca consegui conviver com um animal sem lhe dar tudo quanto ele merece. E eles sempre me pagam em carinho e amor.

A dona começou a perguntar por ela e eu disse-lhe que ela estava cá e se ma dava.
Que não, porque gostava muito da gata e já tinha gasto muito dinheiro para a castrar. Há cada uma!
Fiz ouvidos de mercador e nunca mais a mandei de volta. Vacinei-a, e o veterinário aconselhou amputar a cauda quase toda porque estava partida e insensível ao toque. Infelizmente esse mesmo veterinário não viu que os danos eram bem maiores.

Mas há veterinários e veterinários. É assim como os n/médicos: há médicos e sapateiros.

Voltei a falar com a dona dela e disse que ela precisava da cauda amputada porque poderia gangrenar por causa de andar a bater com a cauda em todo o lado.
Resposta: - Não senhora porque a gata fica muito feia sem cauda! Ela ficou assim desde que foi castrada. A veterinária disse que tocaram num nervo, sem querer, mas que não tinha importância nenhuma.
Já viram isto? Então a beleza está primeiro que a saúde? E uma cauda insensível não tem importância?

Esta saga da Kika segue em Janeiro/2009.
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5/2008
Laura

LauraBM às 23:46
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15
Mar 08

Kika-lamberpatafr.JPG 

Tão de mansinho ela chegou, pelo telhado, breves miados, na janela da marquise.
Abri, fiz-lhe umas festas. Ventre inchado, pêlo sem brilho, pressenti que havia crise.

Lembrei-me de ter visto noutra rua, à porta de vizinha descuidada,
uma gatinha com tão pouca sorte sua, vidinha triste, e semi-abandonada.

Alguns biscoitos dos meus cães ofereci; tudo foi prontamente devorado.
Olhou-me bem de frente e o que vi foi um gatinho maltratado, magoado.

Deu meia volta, recusou a minha oferta de entrada na marquise. A coitada,
voltou diariamente e, mais aberta, comeu peixe cozido, consolada.

A gata foi entrando, a pouco e pouco, apreciando a carícia, a escovadela.
Eu me deliciei pois, só um louco, não amaria esta bichinha magrizela.
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13/5/2008
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

LauraBM às 18:47
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HOMENAGEM AO GATO

Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

O paraíso JAMAIS será paraíso

a não ser que os meus gatos estejam lá, esperando-me.

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