Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

28
Fev 05

 Meu gato floco de Neve
Flo_urna.jpg
 

E assim...

no sussurro dos lamentos me embalo,

 

vazios os braços.

Sentei-me nos degraus, à tua espera,
sem perceber porquê tanta demora.
Depois... lembrei de tudo. Ai, quem me dera
que fosse um sonho mau. Mandá-lo embora.

Espreito vezes, sem conta, na marquise,
imaginando ver-te na almofada.
Manto de neve eu procuro, que deslize
no meio da marquise ensolarada.    

                                            
São devaneios meus... são ilusões...
Tentativas de fuga à realidade.
Lágrimas levem, sem recriminações,

para longe de mim tanta saudade.
Murmurando o teu nome em orações...
pretendo ter, do gato, a dignidade.
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26/01/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:03
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27
Fev 05

Floco de Neve, último adeus!

Agradecimento aos meus amigos, nesta hora de amargura!

Sabem , meus amigos... ele era a minha companhia de noite e de dia. Dormia comigo, em cima da minha cama, aos pés, na cestinha dele, que tem cobertura e ainda o tapava com uma mantinha porque ele era muito friorento.
Quando ele fungava, e estava com o narizinho mais entupido, eu sentava-me na cama e acariciava-o até ele sossegar.
Andava atrás de mim como se de um cãozinho se tratasse.
Todas as noites ele sabia quando eu estava mesmo para descer e ir deitar. Eu durmo no andar de baixo. Saía da cestinha, ia comer, fazer chichi, beber uma pinguinha de água e sentava-se à minha espera.
Eu carregava a cesta dele para baixo, e ele descia, logo atrás.
Sentava-se no tapete do quarto até eu ter tudo arrumado.
Deitava-se, não sem antes tentar meter-se dentro da minha cama. Todas as noites era a mesma cena.
Quando ele não estava assim doente, muitas vezes dormia dentro da minha cama, coisa que ele adorava - deitar a cabeça na minha almofada e ficar ali como uma pessoa.
Neste último ano de 2004 é que ele piorou e sangrava do narizinho, por isso tive que o deixar apenas na cestinha.
Era o meu amiguinho branco. Trouxe-o para casa quando ele tinha uns 4 meses e andava na rua porque a dona não queria saber dele.

Estou tão pobre, meus amigos.!!!!!
Nestes últimos 4 anos perdi os meus dois amores: o cão Kimba e o gato Fló. Restam estes dois - a Daisy e o Monty, felizmente ainda comigo.

Eu acho que ele pressentiu o que ia acontecer. Nessa manhã tinha vomitado o seu peixinho cozido.
Achei que era hora de parar, antes que ele sofresse mais. Pensei que já doía muito quando ele batia com o narizinho. E ele batia em tudo porque o narizito estava sempre na frente.
Também já lhe dava a comida na minha mão com receio que ele batesse no prato.

Levá-mo-lo para a veterinária, embrulhado na mantinha, e ele muito quieto. Estivemos lá, à espera que ela terminasse uma consulta e ele sempre muito quietinho, sem se mexer, a cabecinha encostada ao meu pescoço.
Entrámos no consultório, ela olhou para ele e deu-me uma declaração para assinar, sem falar.
Não precisava, conhecia-o muito bem.
Nunca o retirei dos meus braços. Enquanto lhe deram a injecção, dei-lhe um último beijo e ele ficou-se, sem um soluço, sem nada, lentamente, no calor do meu peito.
Sei que alguns de vcs vão chorar... Desculpem!
Que Deus não lhes reserve tal dor. Que os v/bichinhos se fiquem calmamente, quando chegar a hora deles, em paz e sem necessidade de arcarem com esta tremenda culpa e responsabilidade nos v/ombros.

Obrigada pelo vosso carinho, meus amigos
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26/01/2005
Laura B. Martins

LauraBM às 01:13
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26
Fev 05

Flo_urnamoldura.jpgCarta aberta aos meus amigos,

Estou inconsolável, aliás, aqui em casa estamos todos.
Estou seca por dentro e vejo-o em toda a casa, caudinha levantada, olhinhos claros e grandes, a miar e a chamar pelo meu nome, como ele fazia; Alaaaauuuuuuuu. Eu sabia que era comigo e se eu não aparecia ele vinha procurar-me.
Era como um cãozinho, vinha ao meu chamamento, estivesse onde estivesse.
Mesmo que andasse pelos quintais dos vizinhos, logo aparecia a miar como se me perguntasse o que é que eu queria dele.

Foi muito duro, acreditem! O meu belo gatarrão branco, já não existe.
Estou muito pobre. A minha riqueza não é medida em haveres materiais, mas sim em amor, especialmente dos animais com quem sempre me entendi.
O meu cão, o Monty, tem procurado pelo gatinho todo o dia, porque nos viu sair com ele, logo de manhã.
Cheira os locais onde ele costumava estar e procura por ele, de pé, no local onde via a cestinha do gato.

Depois, sentei-me aqui, no computador e repassei o v/correio, sem coragem de lhes contar o sucedido. O Monty, vem ter comigo. Com aqueles grandes olhos castanhos, sobe na cadeira ao lado da minha que aqui está sempre, para ele, põe a patinha no meu peito e olha directo para mim, como a perguntar o que é que se passa.
O seu companheiro desapareceu e a dona chora que nem uma Madalena arrependida.
Já tentou lamber-me as lágrimas e deitou-se aqui a olhar para mim.

Pronto, meus amigos. Resta acrescentar que, nestes últimos tempos, o gatinho dormia dentro da sua cestinha, bem quentinho e tapado, sobre a minha cama. Muitas vezes, de noite, quando o ouvia mais aflito com o narizinho entupido, me sentava na cama e o afagava até ele sossegar.
Estava com câncer no nariz. Infelizmente nada havia que se pudesse fazer pois o nariz é uma zona que estão permanentemente a lavar e a bater com ele em todo o lado.
O colar, não era para ele, porque se deitava sem se mexer, sempre que lho punham. Não comia, nem bebia, nem se levantava. Não servia de nada!
Descansa em paz, meu amigo de 12 anos!

Já tinha perdido o meu cão Labrador com uma doença incurável - a Leishmaniosis - picada de mosquito, em 2001.
Também o adormeci, assim que o vi muito mal. Sofrimento para os meus amores?... Jamais! Não suportaria!

E nos meus braços se foram, os meus dois amores.
Estarão no céu, ajudando a dona, em horas de sofrimento?
Assim o creio porque os animais não têm maldade.
Além de puros e previsíveis, adoram os seus donos.
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24/01/2005
Laura B. Martins

LauraBM às 01:01
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24
Fev 05

E assim...
ao céu te ascendi.
Fiz-me Deus!

Flo-rosas.jpg
                                                                                            Meu gato - Floco de Neve

Este meu grande amor, tanto apoquenta
um coração dorido, amargurado.
Observo o meu gatinho, muito atenta,
penso que o seu fim pode ter chegado.

Ó Deus... Dá-me coragem e suporte!
Sabedoria ,na distinção da hora
em que comece a dor. Antes a morte!
Não mo leves ainda. Não agora!

Quanta coragem preciso reunir,
para acatar o conselho de quem sabe
e terminar-lhe a vida.Conseguir

que o seu último alento em mim desabe.
Ternos cuidados... um amor ver partir.
Doze anos comigo... Ai, a saudade!!!
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22/01/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:19
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10
Abr 04

Flo-colar.jpg


No fio da navalha, ele caminha!... Travando uma batalha, ele caminha!...
Enquanto me retalha o coração; na dúvida de espalhar-se (?) sim ou não.

A doença terrível... ninguém poupa. Do sofrimento incrível... ninguém poupa.
São homens e animais ameaçados: Câncer ataca! Não são contagiados.

Amigos dos gatos brancos, unam-se! Orem! Protejam estes felinos, e não chorem.
Procurem antes a cura. Incentivem! Que os cientistas a busca reavivem!

O sol, fonte da vida no planeta, mata, agora, de forma doce e discreta.
Todo e qualquer gato ama o seu calor; mas o albino não se deve expor.

De nariz e orelhas delicados aonde é escasso o pelo, os tons rosados
da pele não protegem os felinos brancos, dos muitos raios assassinos.

Todos os dias observo o seu nariz! Vejo a ferida que sangra e, infeliz,
debato-me na certeza do presente. Faltará quanto pra ele 'ser ausente'?

Amo estes animais, do coração. Tão belos! Sempre me dão a sensação
de saber estar na vida quando, altivos, são auto-suficientes, evasivos.
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17/10/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 00:50
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10
Mar 04

Flo_janela_manta.jpg


Tenho cortina anti-moscas balouçando com o vento;
aos cães não faz diferença, para o gato é um tormento.

Sempre que vai a sair, não se esquece de espreitar,
podem vir, em desvario, os cães nele tropeçar.

É cuidadoso o bichano salta-pocinhas, esperto;
pula de lado, eriçado, se não vê caminho aberto.

Termina o pequeno almoço, (o seu peixinho cozido),
cheira a comida dos cães, fica de nariz torcido.

Das rações deles, não gosta, (curioso, foi provar);
prefere as suas, com bolas mais fáceis de mastigar.

Depois, viu duas tigelas com farelo estaladiço;
deu a sua trincadela e houve grande reboliço

porque a Daisy é gulosa pela dieta da dona,
(limpa tudo e acha pouco), muito bruta e comilona.

Rosna pra tudo e a todos o Monty, que é refilão.
- Co'a comida não se brinca! Não gosta de reinação.

Ao fim do dia, os meus cães têm sopa de legumes
mais as rações; e o gato não entende esses costumes.

Petisca do seu pratinho e entretém-se a observar
sobre a arca, no seguro, ao cão, as barbas limpar.

Durante o dia, com sol, os cães, no quintal vedado,
ficam danados da vida vendo o gato no telhado.

O dono gosta de dar, com eles, uma voltinha.
Leva o Monty pela trela; a Daisy não, que é mansinha.

Assim vivem os meus bichos, creio, uma vida bem boa.
Pensar nos abandonados (...) não há, coisa que tanto me doa!
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12/12/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 14:19
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01
Mar 04

Flocadelacao_1.jpg

 

Nem sempre a vida é bonita; na serra há outra faceta,
pela minha mão descrita, com a ajuda da caneta.
Pelos meandros da serra, onde a construção é escassa,
uma triste história enterra mais um filho da desgraça.

Lá, vivem os passarinhos em alegre liberdade;
mais um gato e dois cãozinhos. Vou contar-lhes a verdade:
O gato ao quintal saiu, (nem segundos demorou),
sem tempo pra dar um piu, logo um pássaro caçou.

No remanso do meu lar, ouvi miados, latidos;
corri à porta a espreitar se estavam loucos varridos.
O felino caçador, enxofrado, pêlo em pé.
O cão pequeno, um horror, fazia grande banzé.

A cadela, nada calma, logo para mim olhou.
Aos pés me caiu a alma!!! - Um pássaro abocanhou!?!?
Deduzi, pelo aspecto das criaturas zangadas,
ser a cadela o objecto, por comer coisas caçadas.

Gritei, depois corrigi-me, não quis virar anarquista;
mas, ali havia crime com as provas bem à vista.
Retirei-lhe a avezinha morta e meia depenada,
triste Lei da Natureza), no quintal foi enterrada.

A história reza-se assim: O caçador foi o gato;
e o Monty, cá para mim, começou o desacato.
A Daisy que é grande e forte, de feitio delico-doce,
sem acreditar na sorte, ao ver comida... passou-se!
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5/06/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958

LauraBM às 01:24
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23
Fev 04

Flokimbanao.jpg 


Comprei uma cesta ao cão. E o animal cresceu tanto,
que até lhe fui comprar outra. Já são duas, entretanto.
Prò gato veio uma cesta; pequenina, por sinal.
Também já não cabe nela. Está enorme, o animal.

Toda contente, pensei: - Descobri como poupar!
Gato prà cesta do cão e não me vou mais ralar.
Mas, cesta de cão não serve. Os gatos gostam de um tecto.
E fui correndo prà loja; ver das cestas, o aspecto.

Lá fui perguntando o preço... Tudo bem caro. Que vida!
Tive que pagar também, a almofada inserida.
E arranjei um cobertor, para o maroto tapar.
Se não houver cobertor, começa logo a miar.

Veio também uma escova... Um pente pra pentear...
Escovinha para as orelhas e o focinhito escovar...
À noite ... Ó Fló, anda cá! Vem cá, meu lindo Floquinho!
Não me dá jeito chamar "Floco de Neve", ao diabinho.

Olha! Que gato mais lindo! Exclamo eu, embasbacada.
Festas são arranhadelas; e acaba tudo à dentada.
Vai subindo pelas árvores... até dá gosto de ver.
Rato, lagartixa, pássaro; já pôs tudo pra correr.

Nas janelas, tenho redes. Não quero mosca a voar.
O danado arranha nelas e lá consegue passar.
Abre porta, fecha porta. De tanto abrir e fechar,
melhor, é fazer buraco. Porta de gato, arranjar.

Do cão, ele não tem medo. Se o cão o vier cheirar...
na certa vai dar unhada e os bigodes eriçar.
Nas lutas com outros gatos, pelos quintais dos vizinhos,
quando a coisa corre mal, ele procura carinhos.

Volta para casa aos saltos, prò seu quintal, vem pular.
Se vierem outros gatos... dão com o cão a rosnar.
E o maroto, cá de dentro, juro que se está a rir.
Descontraído e a lamber-se, a ver os outros fugir.

Mas, se estiver bem disposto, deixa-se acariciar.
Coço no seu pescocinho, aprecio o ronronar.
E não tem nada mais belo, do que um gato confiado,
que expõe a barriga ao dono, e ressona estiraçado.
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7/2000
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958

LauraBM às 01:36
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20
Fev 04

floquinhoblog.jpg

O meu gato foi trazido, do quintal, aqui ao lado,
pra minha casa, a pedido, por tanto o ver desprezado.
A vizinha incomodei, porque eu estava incomodada;
de tanto ver esse gato, ao frio, pelagem molhada.
 
Era tão lindo, mas magro, de focinho afunilado;
agora está tão gordinho que tem um carão chapado.
Bochechudo e atrevido, é o mau da vizinhança;
gato ou gata que ele veja, começa logo a festança.
 
Anda tudo pelo ar, miam que nem desalmados;
unha e dente a trabalhar, ficam todos arranhados.
Pego logo na mangueira. Lá vai água! - grito eu.
Salta um p´ra cada lado, agarro a cauda do meu.
 
Vejo o nariz arranhado, com algum traço de unhada,
a orelha deita sangue, a pata foi mordiscada.
Mas, aqui nestes quintais, que circundam minha casa,
esses gatos param pouco, porque o meu lhes 'manda brasa'.
 
Voltemos à tal vizinha donde o Flo é oriundo;
tem lá agora uma gata com as cores todas do mundo.
Daquelas atravessadas, sem se saber pedigree;
mas, de peito e patas brancos. Mui linda, que eu daqui vi.
 
Vimos eu e o Floquinho, que se pôs lá em dois saltos.
Ai, Jesus! Começa a guerra! - grito eu, em brados bem altos.
Qual quê? A gata sorriu! Achou-o à sua altura.
E ele ficou pasmado quando viu, do peito, a alvura.
 
Ele é lindo, é um branquela.Roubou o seu coração.
Está cor de neve ... amarela... de se rebolar pelo chão.
Ela é bela e muito nova, sabe levar bem a vida.
Já o deixou pelo beicinho. A Fofinha é atrevida!
 
Agora brincam os dois. Ele vai lá, ela vem.
Visitam-se mutuamente. Está tudo correndo bem.
A vizinha não gostava de gato auto-suficiente.
Queria um pra andar ao colo, comportado, como gente.
 
É pouco dado a meiguices. Paciência! Acho um amor
quando corre ao chamamento da dona. Dou-lhe valor.
É parecido comigo, gosta daquilo que é seu.
Se o incomodam arranha. É assim, tal como eu.
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2/2001
Laura B. Martins
Soc.Port.Autores nº 20958
LauraBM às 01:45
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20
Jan 04

Floco de Neve, /floquinho) um tanto sujo, sobre o pilar, junto ao portão, na frente da casa.
Flo_odonodopedaco.jpg

LauraBM às 01:01
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10
Jan 04

Gato Floco de Neve (nem sempre)
Flo-quadrodonoBlog.jpg

LauraBM às 01:32
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HOMENAGEM AO GATO

Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

O paraíso JAMAIS será paraíso

a não ser que os meus gatos estejam lá, esperando-me.

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