Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

10
Jan 14

LauraBM às 23:03
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10
Jan 13

LauraBM às 23:30
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10
Jan 12

gato-cabecatricolor.jpg Os animais foram imperfeitos, compridos de rabo, tristes de cabeça.
Pouco a pouco se foram compondo, fazendo-se paisagem, adquirindo pintas, graça, voo.

O gato, só o gato apareceu completo e orgulhoso: nasceu completamente terminado.
Anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro, a serpente quisera ter asas, o cachorro é um leão desorientado, o engenheiro quer ser poeta, a mosca estuda para andorinha, o poeta trata de imitar a mosca, mas o gato quer ser só gato.
E todo gato é gato do bigode ao rabo, do pressentimento à ratazana viva, da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade como ele, não tem a lua nem a flor tal contextura:
é uma coisa só como o sol ou o topázio, e a elástica linha em seu contorno firme e subtil, é como a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos deixaram uma só ranhura para jogar as moedas da noite.
Oh! pequeno imperador sem orbe!
Conquistador sem pátria, mínimo tigre de salão, nupcial sultão do céu das telhas eróticas, o vento do amor na intempérie reclamas quando passas e pousas quatro pés delicados no solo, cheirando, desconfiando de todo o terrestre, porque tudo é imundo para o imaculado pé do gato.
Oh! fera independente da casa.
Arrogante vestígio da noite, preguiçoso, ginástico e alheio, profundíssimo gato, polícia secreta dos quartos, insígnia de um desaparecido veludo, certamente não há enigma na tua maneira, talvez não sejas mistério, todo o mundo sabe de ti e pertences ao habitante menos misterioso, talvez todos se acreditem donos, proprietários, tios de gatos, companheiros, colegas, discípulos ou amigos do seu gato.
Eu não. Eu não subscrevo. Eu não conheço o gato.

Tudo sei, a vida e seu arquipélago, o mar e a cidade incalculável, a botânica, o gineceu com os seus extravios, o pôr e o menos da matemática, os funis vulcânicos do mundo, a casaca irreal do crocodilo, a bondade ignorada do bombeiro, o atavismo azul do sacerdote, mas não posso decifrar um gato...
Minha razão resvalou na sua indiferença, os seus olhos têm números de ouro...
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Pablo Neruda

LauraBM às 01:43
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10
Jan 11

rsrsrsrrsrsr...
 
ah esse gato é o maior safado,
se quer mamar,
escala o corpo da gente
na maior miaçada...
Só vendo!
( e quando mama,
ele parece tocar uma música só
num compasso de orelhas...
é mto engraçado)
LauraBM às 23:38
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10
Jan 10

 

Sim, tenha cuidado com os pés ao entrar num aposento: rabo pisado dói pra caramba...
Não tente dormir no meio da cama: fique com a sua beirada.
Não monopolize o travesseiro: divida-o connosco enquanto a gente não o rouba de vez.
Sim, avise antes de fazer a cama para termos tempo de sair debaixo das cobertas.
Não nos enrole nos cobertores e rebole de tanto rir: isso cansa a beleza de qualquer um.
Sim, limpe os lugares ensolarados primeiro. Como é que você quer que a gente durma ali?
Sim, ofereça o seu leite para nós ou ele vai acabar no seu colo.
Não fique em pé para comer: muitos de nós não conseguem pular a essa altura.
Sim, o gatinho velho tem direito à primeira lambidela na tigela do sorvete; e não o filhotinho bonitinho que chegou ontem.
Não brinque mais com um de nós do que com os outros; ou as suas pernas vão acabar cheias de listas vermelhas.
Sim, entenda que escolhemos você porque sabíamos que nos iria alimentar e amar.
Por favor, leia o contracto de novo; especialmente aquela parte a respeito do bife e atum. Alguns de vocês não estão cumprindo a sua parte.
Não esvazie o cesto da roupa limpa com a gente dentro. Sonecas são sagradas, especialmente sobre roupa limpa. E você sempre pode lavá-la de novo!
Não nos tire dos nossos esconderijos para nos apresentar os seus amigos. Se nós quiséssemos conhecê-los não estaríamos escondidos, certo?
Sim, merecemos uma recompensa por nos comportarmos tão bem até todo mundo ter ido para casa.
Sim, nos inclua na pizza com os amigos ou nos vamos sentar nas tampas das pizzas e você não vai comer nenhuma....
Não nos tranque nos quartos, nós conseguimos arranhar a porta por mais tempo do que você consegue nos ignorar.
Não esqueça de nos carregar para a cama. Para quê andar se existe colo??
E não esqueça nunca que nós amamos você!!!!

Assinado: Sua Excelência O GATO

LauraBM às 00:36
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10
Jan 08

caoegato_cesta.JPGO vínculo entre homens e pets passa por uma nova transformação, acredita Mauro Lantzman. Cães e gatos estão cada vez mais dentro de casa por conta da nova organização urbana (proliferação de apartamentos, quintais menores).

Com essa interacção, eles acabaram estreitando suas relações sociais e afectivas, muitas vezes suprindo essa carência humana, numa sociedade individualista e solitária.

Tanto do ponto de vista cultural como biológico, o homem vem lapidando seu aprendizado com os bichos pelo contacto e também pela observação, analisa o professor Mauro Lantzman. "E os pets adaptam seu repertório comportamental à convivência com os seres humanos."

É difícil negar que o convívio entre os donos e bichos traga ganhos tanto para a saúde como para a mente. Um trauma, por exemplo, que pode causar um sequestro relâmpago, foi encurtado graças à acção de (quem diria) uma poodle.

Vale registrar que qualquer cachorro, independentemente da raça, tem instintos de defesa e protecção, segundo Rubia, autora de uma pesquisa sobre agressividade canina. A reacção depende do tipo de relação que o animal mantém com as pessoas e do seu vínculo afectivo.

O contacto com gatos gera uma passividade e calma relativa a estes animais. Quando se espreguiçam, sabem fazê-lo e enquanto ronronam transmitem uma calma própria dos felinos.
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Artigo recebido via Internet e retirado duma revista de pets.

LauraBM às 23:48
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07
Jan 07

gatoMerlin.jpgAbordei esse tema por vários motivos. Um deles é o meu inesgotável amor aos animais.
Os ditos domésticos sempre foram meus amigos desde cedo e desde sempre. Quando criança, sempre foram companheiros leais e constantes para o meu solitário mundo infantil.
Tive muitos gatos e hoje falo especialmente de um: Ravengar. Baptizei-o assim, pois estava no ar uma novela chamada “Que Rei Sou Eu?", na Rede Globo. Referia-se a um bruxo da Corte.

Mas o meu Ravengar era do BEM. Era todo preto e muito peludo, o que lhe dava um charme
especial. Recebeu todo o carinho e cuidados e retribuía com muitas demonstrações de afecto. Disseram-me que ele seria meu guardião das energias negativas. E foi assim que um dia ele tomou o primeiro impacto. Ficou estranho, cabisbaixo e
O dono do lugar já foi adiantando logo após examiná-lo: “Ele não tem muito tempo de vida”.
Entrei em desespero. Ravengar já estava comigo há mais de dois anos e eu não ia recuar.
Mas logo apareceu o outro veterinário e discretamente me perguntou: “Você acredita em magia? Esse gato segurou uma que vinha em sua direcção".
Lembrei, imediatamente, do que havia sido falado quanto a ele ser meu guardião.
Falei para o Zé Carlos segurar o Ravengar na clínica, pois eu voltaria logo. Fui, então, pra casa, me concentrei e limpei completamente a magia dele, à distância. Não podia fazer ali, na Veterinária, pois nada entenderiam.
Retornei e o Ravengar começou a melhorar.
Desde esse episódio ele nunca mais ficou doente.

Lembro de um fato engraçado durante a minha gravidez... meu filho se mexia muito e eu deitada na minha cama, barrigão de 8 meses pra cima, com Ravengar sentado ao lado da barriga; víamos meu filho fazendo uma bagunça lá dentro como se fosse uma provocação.
Ravengar ficava com os olhinhos matreiros e dava tapinhas carinhosos com sua patinha como se quisesse brincar com aquela bolinha rolando por debaixo da pele.

Assim como o Ravengar, vários animais de estimação fazem silenciosamente o seu trabalho de proteger-nos. Pra quem não sabe, eles nos ajudam a caminhar aqui na Terra.
Os cachorros, quando ficam perto do dono sem que este o chame, podem estar identificando doenças físicas que muitas vezes se desconhece. Os cachorros também ajudam na transmutação de emoções como tristeza, melancolia, etc.
Os gatos ajudam a transmutar as energias negativas do lugar, atraindo pra si essas influências.
Ravengar viveu até os 14 anos. Hoje guardo o seu retrato em minha casa como um grande amigo que certamente tive.
Dizem os mestres ascensionados que quando um amigo do reino animal se vai, em 3 meses ele poderá voltar a você em outro corpo para continuar te protegendo. Poderá ser um outro gato ou
mesmo um animal de uma outra espécie. Você o reconhecerá pelo olhar.
O meu amigo peludo se foi há 8 anos.

Há 10 anos tenho outro amigo chamado Gaspar.
Este é todo branco. Só falta falar. Todos os dias na mesma hora me acorda, tocando o meu braço com delicadeza, me espera na porta como se fosse um cachorro e se comporta como tal.
Eu o chamo e ele, de onde estiver, vem miando como se respondesse: "Estou aqui!”.
Quem tem bicho em casa sabe. São leais e amorosos.

Recentemente descobri que esses maravilhosos companheiros são levados para visitarem pessoas idosas nos asilos. Ajudam-nas a se exercitarem. É uma equipe de treinadores que
desenvolve esse trabalho com muito bons resultados. São óptimas companhias para pessoas que vivem sozinhas, em apartamentos, desenvolvendo nelas o amor constante.

Precisamos conscientizar as pessoas, principalmente as crianças, que ter um bicho de estimação é muito sério. Quem não trata bem os animais adquire um karma grave.
Já ouvi pessoas afirmarem que não gostam de bichos. Desconfio sempre de pessoas assim. Quem não gosta de bicho não gosta de gente, não gosta de nada.
Tem também aquelas que gostam momentaneamente. Vão a uma loja e acham uma gracinha o animal ali exposto e o levam pra casa sem ter nenhuma ideia de como proceder.
Na primeira dificuldade que surge, quando precisam viajar, despejam o animal no primeiro abrigo como se fosse uma roupa que não mais se quer usar.

Sou sócia da SUIPA - Sociedade União Internacional Protectora dos Animais - aqui no Rio de Janeiro que abriga, em sua sede, cerca de 9 mil cães abandonados, além de quase 700 felinos e de outras espécies que chegam, diariamente, trazidos por pessoas que os abandonam com várias desculpas:
mudança de endereço; animal idoso e com problemas de “odor”; nascimento de bebés; pedido de médicos de várias especialidades; separação de casal; desemprego; despejo; além dos “humanos bonzinhos” que mentem dizendo que o animal havia sido recolhido da rua, por eles, naquele exacto momento.
Ao irem embora, muitos dos animais “recolhidos” uivam e entram em depressão até à morte. Animais também são trazidos pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Policias Civil, Militar e Federal, empresas privadas e até Prefeituras de municípios próximos.

Há de chegar o tempo em que os bichos não mais terão medo dos seres humanos, como aconteceu, recentemente nas Montanhas Foja, na ilha indonésia da Nova Guiné, onde foi descoberto um paraíso escondido, com mais de 700 tipos de plantas e animais.
O local, que se manteve intocado pelos humanos, é o mais próximo do Jardim do Éden que se pode encontrar no planeta. São os sinais do céu na Terra!
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10/3/2006
Vera Ghimel

LauraBM às 15:19
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10
Jan 06

gatos_cabecasdez.jpg

"Bichos polémicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.

Nada é mais incómodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.

Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afecto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afecto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exacta medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-acção que não é inacção.
Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se.O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso , quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afecto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.

O gato é uma lição diária de afecto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a aço imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo ( quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

O gato sai do sono para o máximo de aço, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contacto com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.

Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."
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Artur da Távola

LauraBM às 01:32
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05
Jan 05

gatopreto-mexercauda.gifSe um gato pudesse escrever, talvez escrevesse uma carta como essa.

Prezado colega bípede,

Para você, humano, que nunca teve contacto com animais como eu, (e que não sabe, portanto, o que é ser gato), quero informar algumas características da minha espécie.

Desde pequenininho soube que a limpeza é uma das minhas marcas registradas.
Minha mãe me lambia dedicadamente até meu pêlo ficar limpinho e macio.
Logo aprendi e passei a me lamber sozinho.
Se nada estiver errado com minha saúde, é assim que você vai me ver todos os dias: limpinho e, ainda assim, me limpando à toda hora.
E para minha saúde estar sempre óptima, me leve logo ao veterinário. Eu preciso de vacinas para não ter doenças, e preciso, quando pequeno, de tratamento para vermes, pulgas ou parasitas.
Eu não quero infectar a sua casa.
O doutor também explicará quais cuidados deve ter comigo e qual o melhor alimento para mim. Ah, sim, não esqueça de deixar sempre à minha disposição água limpa e fresca, para beber.

Por favor, para não “nos” fazer sofrer, me dê uma caixa com granulado sanitário (ou até mesmo areia). Farei minhas necessidades lá e agradeço a sua atenção em retirar a areia suja sempre que possível. Meu olfacto é muitas vezes mais sensível que o dos cães (que já é muito poderoso) e eu não suporto mau cheiro.
Pensando bem, você também detesta usar um banheiro sujo, não é mesmo?
E detestaria ver que eu usei os seus vasos de plantas (ou outros lugares) para me aliviar, né?
E eu ficaria muito sentido de ver você bravo comigo...

Precisamos confiar plenamente um no outro. Por isso, por favor, não me castigue se eu fizer alguma “arte” com algum objecto seu.
É simples: você não me bate e não me ameaça e eu não arranho nem mordo você...
Se eu fizer algo que você não gosta, fale comigo num tom de voz um pouco mais sério. Diga “não” com pouquinho mais de energia, e eu já aprenderei que aquilo que eu fiz deve ser… ????? … 
Sou bem menos explícito, de maneira geral, do que o nosso colega da raça canina. 
Não espere que seu seja submisso como ele. Tenho personalidade forte e agradeço o respeito que você puder me dedicar. A prática disso entre vocês, humanos, produz os melhores resultados. Comigo não é diferente.
Além disso, eu respeito muito a sua personalidade e a sua maneira de ser.
Com a convivência, você verá que eu sou muito subtil, quase telepático, no que se refere à nossa comunicação.
Quanto estou satisfeito e me sentindo protegido, eu ronrono. Quanto mais você me observar, mais se acalmará e aumentará sua sensibilidade e intuição. É uma óptima terapia.

Outra característica minha é a curiosidade. Estou atento a tudo e examino cada coisa nova que aparece na minha frente.  Se você trouxer uma sacola, eu acabarei entrando dentro dela. Se trouxer uma caixa, acharei delicioso me esconder lá. Adoro novidades, mistérios e
esconderijos! Vivo procurando lugares inusitados para me esconder (e tirar uma boa soneca) ou só para me divertir.

Quando eu vivia com minha mãe e meus irmãos, eu achava que estava no Paraíso. Aliás, estava mesmo! Quando fui separado deles, fiz um reconhecimento do novo lugar onde passei a viver e fiz dele o meu novo Paraíso. Onde quer que eu esteja, levo junto a consciência de estar num bom lugar. Esta é minha filosofia de vida: acredito fervorosamente que tudo o que existe faz parte do Paraíso e está aqui para meu prazer. E vivo com sabedoria.

Como o Paraíso sugere bem-estar, felicidade e plenitude, encaro todas as coisas que me rodeiam de uma forma peculiar: tudo, para mim, é presente de Deus e pode ser usufruído com alegria.
Tudo o que existe, para mim, é coisa de brincar. Sou como a mais inocente das criancinhas. Tudo eu transformo em brinquedo, tudo existe para me fazer feliz. Nunca me fói dito que existe algum brinquedo proibido no Paraíso. Portanto, se houver alguma coisa na sua casa que você queira que eu não chegue perto, que eu não brinque ou deite nela, por favor, me oriente. Delicadamente. Eu sou muito sensível e inteligente e aprendo bem rapidamente.
Também sou brincalhão e muito sensível aos sentimentos humanos e a tudo que os cerca.

Sou muito feliz por estar vivo e logo você notará esse meu sentimento.
Espero até, de alguma forma, que isso seja contagioso e você assimile esse meu maravilhoso sentimento de ser uma criatura de Deus que vive, feliz, num Paraíso. Mas, o que é melhor: sem nenhum sentimento de pecado, de culpa ou de vergonha.
Espero que sejamos muito felizes juntos.

Um ron-ron agradecido a você, do seu
Gato.
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donaminucia@bol.com.br
Brasília-DF
-DF

LauraBM às 18:20
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HOMENAGEM AO GATO

Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

O paraíso JAMAIS será paraíso

a não ser que os meus gatos estejam lá, esperando-me.

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