Amados gatos - todo o mundo os ama - excepto quem tiver um coração insensível ou não os entenda. Eis a minha contribuição e apreço para essas maravilhosas criaturas de Deus. Bem hajam, queridos bichanos!

14
Fev 14

Laura, sou a Katia,a dona do "Simba" (amarelinho) e da "Estrela "focinho malhado).

Não sei se você lembra que eu estava com uns "probleminhas", com o comportamento "deles" e conversámos sobre isso.
Enfim, hoje resolvi passar por aqui, muito triste, por sinal, e dizer-lhe que o Simba meu gatinho de estimação pelo qual tinha  e tenho muito amor, morreu. Quer dizer mataram. Ele morreu envenenado, por algum vizinho sem caráter.
Daí o motivo de estar mandando este, e-mail é que não dá para acreditar que ainda existam pessoas assim malvadas que não sabem o quanto é maravilhoso ter um bichinho de estimação, quer dizer ainda haver no mundo pessoas que maltratam animais.
Sabe o que mais me deixa chateada? Não fazer nada por falta de provas.
Mas enfim ainda tenho o meu consolo a "Estrela " mas nada preenche o vazio de uma perda tão triste.
Fico aqui com essa revolta, e torcendo por pessoas melhores no mundo
um abraço.            
 
Katia Dos Santos Monteiro
----------------------------------------------------------------------------
Kátia, a minha amizade não é suficiente para colmatar a perda do Simba, mas é o que tenho de melhor para lhe ofertar. 
Nunca esquecemos um companheiro que tanto amor nos dedicou e tantas horas divertidas nos ofereceu.
Ele foi em paz e vai esperá-la no céu.
-------------------
sua amiga
Laura
LauraBM às 00:13
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13
Fev 12

 

Lilico

 

 Hoje foi o dia mais triste da minha vida, o Lilico foi sacrificado no dia 13/02/2012, depois de 18 meses de muita luta de tratamento contra uma triste doença que é o câncer.

O meu amigo de todos os dias o meu gato amado, e companheiro, eu tenho a certeza que os meus dias não vão ser como antes.

Não ver mais os olhos azuis dele...

Eu estava a ver essa gatinha branca e sinto a mesma coisa.

Que deus o leve para o céu!

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Gilda Possagnolo

 

NOTA:

Esta mensagem foi-me deixada como comentário no «Gato Honey».

Entendi ser uma desabafo e dar-lhe o direito de pertencer à página inicial do meu blog de gatos.

O desgosto desta dona está bem expresso nas suas palavras.

Na ausência duma foto, deixo esta do adeus dum gatinho branco adormecido.

Deus permita, Gilda, que encontre um novo amor na personagem doutro gatinho!

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Laura

LauraBM às 23:26
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27
Jan 12

Queridos amigos,

Andei sumida porque estava às voltas com o meu Honey, esse gato lindo aí da tag.

Ele ficou muito doente e partiu. Estava tão tristinho nos últimos dias... Foi partindo devagarinho... dia a dia...

Não abria mais armários ou amontoava os tapetes e nem "regava" as plantinhas quando passeava no jardim.

Triste ver quem a gente ama se esvaindo assim diante dos olhos.

Aqueles olhos azuis me olhavam ternamente, e me diziam que era hora dele se despedir de mim.

Por mais de 12 anos andamos juntos, nos divertimos e nos fizemos companhia um ao ou outro nos momentos alegres ou tristes.

Era arteiro por mais da conta.

Quando saía do gatil pela manhã. nunca vinha direto pra dentro de casa. Sempre me fazia correr atrás dele em volta do jardim. Por certo sabia que eu precisava de exercício.

Tinha os dias que ele pulava o muro e ia passear no vizinho, aquele danado.

Eu tinha que colocar escada e ficava pendurada no muro chamando-o que nem doida.

Ele vinha correndo com os pelos ouriçados e aquele rabo espanando pra tudo quanto era lado e corria pra dentro de casa com a cara mais lavada desse mundo.

Sentava ofegante de um lado e eu de outro.

Depois levantava e ia afiar as unhas no tapete da sala e correr para escorregar em cima dos tapetes.

Era lindo o meu Honey.

Também tenho o Flokinhu que é irmão dele, mas a personalidade do Honey o fazia se sobressair em tudo.

Depois de comer, beber a água e ele ia em cima da minha cama e ficava que nem um bichinho de pelúcia esticadão na colcha, junto com o irmão dele.

Muitas vezes eles vinham os dois e ficavam queriam subir na mesa do pc e eu ficava apertadinha por aqui teclando e eles observando e me acarinhando.

À tarde, quando ia dar uma esticada no sofá da sala, ligava a tv e podia esperar: logo vinham os dois e ficavam deitados em cima de mim, no meu peito, ou nos meus pés, fazendo-me companhia.

O Honey, sempre mais carente queria ficar na altura do rosto. Parecia que queria entrar em mim...

Olhem, tenho mais gatinhos (meu marido já tratou de me trazer mais pra que eu cuide e o esqueça mais rapidamente). Tenho ainda o Flokinho que já tem 11 anos, branquinho que nem bola de neve. Ele procura o irmão por todo canto da casa. E se deita bem juntinho de mim, me consolando.

Tenho também uns tantos de gatos pelo quintal que são um tanto selvagens e não se deixam tocar.

Mas o Honey era especial e estou triste ainda... Lembro dos olho azuis... tão azuis quanto o céu para onde ele deve ter ido...

Ainda estou triste...

beijosssss

Odete Ronchy Baltazar

LauraBM às 00:08
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26
Jan 12

Há pouco, fez 30 dias que minha "Branquinha" foi levada embora de minha guarda, de minha companhia, de meu enternecido Amor...

Sei: são mui raras as pessoas cujos Espíritos podem compreender o Amor de um homem por um bichinho-de-estimação... Menos, ainda, a reciprocidade inocente desse mesmo Amor... Todavia, isso pouco (ou nada) importa... Importa é o Sentimento cujas raízes emigram do coração para se mostrarem - sem vergonha nenhuma, nem nenhum constrangimento - à flor da pele... Desta minha pele de índio: um simples Ser da Natureza - pois que aprendi, já faz tempos, que sou tão somente um simples Ser da Natureza!

Assim, também de forma natural - embora doída - esta Saudade confessa de minha mansa e brincalhona "Kika" que tanto pastoreou-me a Alma em momentos de desencanto e Solidão... Que lástima que os homens - por se acharem acima da Natureza - se neguem a aprender valiosas e sábias Lições com os animais... Da mesma forma, se recusem a auxiliar esses fascinantes irmãozinhos em sua fugaz e frágil estada neste Plano dolente e Sofrido da Existência... Ah, não sabem o que estão perdendo... Sequer imaginam o Bem que esses igualmente filhos de Deus nos causam, nos proporcionam, nos oferecem de forma graciosa, sincera, inocente... (Ah, esses homens estão demasiadamente ocupados em maquinar e realizar seus sinistros sonhos de ambição - senhores que são das guerras, das destruições, das misérias do mundo...)

Ah, Querida "Branquinha", aonde andarás? Já estarás curada e refeito teu frágil corpo de branco Anjinho? Ah, eu? Eu continuo, aqui... Continuo doente... Sinto Dores no corpo e na Alma... Contínuas Saudades no coração... Afinal, meu coração será sempre o coraçõo de um menino só, introspectivo, triste, esquisito... Deste menino que conheceste, um dia, e o escolheste para teu "humano-de-estimação"... Sabendo que te cativei, "Kika", me senti responsável por ti e te fizeste parte de minha vida... (Sim: li o "Pequeno Príncipe" e não esqueci do seu doce e fraterno Ensinamento!) Daí, o nosso Amor puro e franciscano... Que Saudade dos teus miados... Das tuas manias... Das tuas brincadeiras... De ti aconchegadinha em mim feito uma criança para dormir... Da nossa Nívea, inesquecível, tão gostosa e efêmera Felicidade...

OBRIGADO, minha Querida "Kika"... Agora, só posso ninar tua Lembrança entre Lágrimas de Distância e de Saudade... Todavia, continuarei a te ninar - até o dia em que o Cansaço da vida também fechar meus olhos para dormir... Quem sabe, então, seja a vez de ninares meu coração-guri...

Um mês sem minha "Branquinha"... Sem minha "Kika"... Um mês a menos para mim mesmo...

-----------------------------------------

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!

Porto Alegre, 26 de janeiro/2011. 23h - HS

www.cappaz.com.br

LauraBM às 23:54
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09
Jan 12

Jardim Jeitinho de Saudade...
(À Doce Lembrança da "Branquinha"!)

Aos pouquinhos, ai, vê: fui construindo
Jardinzinho que n'Alma arquitetei...
Entusiasmado, sim - e assim sorrindo
Singelas flores escolhi - e plantei!

Com sacrifício, a casa reformei
Para a Família: humanos e animais!
Nem Sonhava mais, mas teimei: Sonhei
Pensei não ser - então - tarde demais!

Ah, o meu jardim parou - que tanto Amei...
Enquanto escrevo... a Dor me consumindo
Mas quem se importa com meus fundos ais?

Aleatório este jardim que comecei...
Para mimar-me as flores vão se abrindo:
Mas minha "Kika" eu não mimo mais!

Plantar mais flores, Deus, eu não consigo...
Saudade: única Flor que ao peito abrigo!
-----------------------------
J.J. Oliveira Gonçalves
Porto Alegre, 09 de janeiro
www.cappaz.com.br  

LauraBM às 23:16
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10
Set 11

Essa era a Malhadinha:

 

Malhadinha faleceu em Setembro agora, com 18 anos de idade.
Era imensamente feroz. Apesar de ser da minha mãe só eu a pegava no colo e conseguia fazer dengo na danadinha, mais ninguém.

 

Morreu como um passarinho, sabendo que era amada.

Na clínica, ela praticamente se recuperou do estado de coma quando ouviu minha voz, movimentou os olhos, sacudiu o rabinho de felicidade e logo depois partiu.

LauraBM às 23:06
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10
Nov 10

Mimoeadona.jpgO lindo gato da Ute Rasp - Brasil

E digam lá que os animais não nos tornam felizes...

Olha o ar feliz da dona dele!

Que inveja!!!!!!!!!!!!!!

Infelizmente, o Mimo já não está entre nós, é apenas uma homenagem.

LauraBM às 00:16
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20
Fev 10

Theo_Janice.jpgLembro do Theo com carinho, saudade e muuuuita emoção... ele foi um dos meus amigos: Ajudou-me a ultrapassar os momentos mais difíceis da vida, com companheirismo e fidelidade. Por exemplo, quando sentei pela 1ª vez numa cadeira de rodas, senti-me fragilizada e apavorada. O Theo pulou no meu colo e se aninhou... aquele gesto me fez sentir que a minha essência continuava a mesma. O Theo viveu comigo por 20 anos... um dia ele dormiu tranquilamente e, em vez de acordar, virou nuvem. O corpinho dele foi cremado. ------------------ 2/02/2010 Janice da Silveira

LauraBM às 00:40
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18
Fev 10
Meu gatinho nasceu em 1994 no mês de Março; só não lembro o dia exactamente, e faleceu este ano em Março dia 15.

Sinto falta de sua companhia, ele era muito doce, amável, sempre nos esperava na porta quando estávamos chegando... e atendia pelo nome... como se fosse um cachorro.
Adorava uma cozinha e comia de tudo que possa imaginar; era bom de boca... rs e todo dia de noite vinha se deitar na minha cama, nos pés, e fazia aquele barulhinho que  eu adorava de ronronar...
Hoje já estou mais conformada.
Eu escrevi uma mensagem p/ele... e coloquei no meu site, no álbum de fotos orkut, uma homenagem p/ele.
Hoje vivo no meu novo lar, aqui é lindo, cheio de flores, muito verde e um belo jardim; aqui encontrei e fiz muitos amigos estou bem e feliz... meu novo lar será sempre uma eterna Primavera.

Tenho uma outra gata em casa e pertence a minha mãe.  Ela é muito diferente do Tom .. ela não gosta de carinho , vive isolada  em baixo da cama… mas acredito que seja da personalidade dela também, sinto falta dele… pelo companheirismo.... mas só o tempo vai ajudar. E sempre pensei sim em adoptar um animal em feira, aqui na minha cidade sempre tem nos fins de semana. O meu próximo gatinho c/certeza será adoptado.

Fiz uma homenagem da foto do TOM como todo gatinho ele adorava flor e jardim.

É lindo este blog...
Apesar de estar sofrendo pelo meu gato Tom que se foi estes dias...
Um gato que fez parte da minha vida durante 15 anos...
Era um  companheiro, carinhoso, amável... Nenhum outro gato vai substituí-lo.
Gostaria de ver uma poesia para ele e agradeço se fosse possível
abraço
Danny
 Tom_DanielaFigueiredo.jpg
(a pedido da dona desgostosa  - Danny Figueiredo
um poema em homenagem ao gato Tom)

Adeus, meu lindo gato...
 
Adeus, meu lindo gato... Que saudade!...
Ninguém me espera agora, atrás das portas.
Teu doce ronronar... docilidade...

Se Deus sempre escreveu por linhas tortas,
dum centro de adopção, cá na cidade,
outro gatinho busco. Não te importas?

Será uma homenagem, tu entendes,
trazer outro animal para cuidar.
Tantos abandonados... pretendentes
a tanto amor que tenho para dar.

Num céu florido eu acho que estarás,
as tuas preferidas procurando.
Brincar com outros anjos gostarás.
Aqui, na Terra, eu continuo te amando.
------------------------
15/03/2010
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
LauraBM às 23:53
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15
Fev 10

MimodaUte.JPGOlá Laura!
Meu nome é Ute e meu pet se chamava Mimo. Mimo devia ter uns 5 anos, era um gato grande preto e branco muito dócil que eu adoptei já adulto.
Dos 4 gatos que tenho ele foi o mais carinhoso, amoroso e atencioso comigo.

Numa terrível noite Mimo voltou pra casa, depois de eu chamá-lo muito. Tenho por habito prender os gatos á noite dentro de casa para evitar maus tratos alheios. Nesta noite não tive sorte. Ele entrou normalmente e fomos dormir (eu e meu marido). De manhã me deparei com uma cena dantesca: a casa estava defecada e vomitada... Mimo agonizava no quarto ao lado do nosso. Levei um tempo até decidir levá-lo ao veterinário. Lá ele recebeu todo o atendimento merecido...não discuti valores.
Só queria que a agonia dele parasse!!!!Vivo ou morto...mas aquelas horas de sofrimento dele me cortaram o coração...- "ENVENENAMENTO" - me disse a veterinária.
Horas depois foi colocado no oxigénio pois tinha aspirado vómito...muito triste...ele não merecia aquilo..seu pulmãozinho…  ho não aguentou... gritou, vomitou e morreu....muito triste...
Na hora eu não estava, mas telefonei pra clínica exactamente na hora que isso estava acontecendo, foi quando tive a notícia!
Estou arrasada...triste e ainda vejo o sofrimento do meu gato que tentou me pedir socorro e eu não o escutei. Fico pensando se tivesse visto antes se poderia tê-lo salvo... mas onde encontrar uma clínica 24 horas?
Agora eu sei onde...mas é tarde demais...percebi pelos rastros de vomito, que ele ficou na porta do meu quarto passando muito mal e eu dormindo, sem perceber nada....me sinto culpada!!! Mas ao mesmo tempo ele comeu o veneno longe de casa...como eu ia imaginar? O gato entrou bonzinho como sempre...
Não sei...tá difícil assimilar isso tudo...Toda vez que passo pelo quarto onde ele estava agonizando, lembro da cena toda... muito dolorido... coloquei um potinho de flor no local e um cristal branco.... arrumei e perfumei o quarto..mas ainda assim sinto aquele peso quando passo por lá....ele não merecia aquela morte...talvez se eu o tivesse sacrificado… não ter deixado a dor se prolongar... não tentar salvar.... meu Deus, que aflição!

Eu tenho a paz de saber que eu fiz de tudo o que eu pude por ele desde que nós nos adotamos.. dei todo meu amor e carinho... tudo do bom e do melhor... ele também não precisava comer fora porque tinha do melhor em casa... eu sei que fiz 100% por ele... mas na última hora eu não o socorri... isso me dói muito!
Mas ele vai ficar sempre no meu coração!!! Sempre vou lembrar das suas brincadeiras e das mega recepções que ele fazia quando chegávamos em casa vindos da rua.... era uma festa diária!!!
Esse lugar está tão vazio!!!! Sinto uma dor profunda...
Por outro lado, entrego nas mãos divinas o destino daquele que foi seu algoz colocando repugnante veneno em qualquer lugar... é isso!!!
Estas linhas são poucas para eu expressar tudo o que sinto por Mimo. Ele foi um grande amigo! Vou ter sempre belas lembranças suas!
"DESCANSE EM PAZ MEU PEQUENO GRANDE AMIGO FELINO MIMO!"

Gostaria de lhe agradecer por ter desenvolvido este espaço para que nós pudéssemos desabafar e dividir a nossa perda! Obrigada por seu gesto nobre e carinhoso.
---------------
11/04/2010
Ute Rasp
_____________________________________________________________________________________

Muito obrigada pelas palavras de conforto.
Hoje já estou bem melhor do que ontem e assim por diante... tenho exactamente em mente que nós dois fomos muito felizes juntinhos e isso é o que vai ficar na lembrança... os lindos momentos que tivemos juntos!
Ontem ainda providenciei um porta-retratos e coloquei uma linda foto dele junto a uma outra com belas flores do nosso jardim, pra lembrar sempre da sua beleza e meiguice brincando nele.
Os outros gatinhos estão sempre juntos e nós iremos nos divertir da mesma forma que fazíamos quando Mimo estava entre nós.
Mais uma vez obrigada pelo espaço e pela disposição de ler as linhas escrita por mais um coração partido em processo de recuperação.
-----------------
14/04/2010
Ute
Olinda – Pernambuco - Brasil

LauraBM às 22:00
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10
Fev 10

Billy.jpgLembrei de todos os gatos que passaram por minha vida....
O último que se foi, talvez para um lugar somente destinado aos animais e que deve ser maravilhoso, era o meu dodói...
Billy...que saudade!

Nós já tínhamos cinco gatos e eu via-o na minha porta, mas sem muita coragem de adopta-lo, pois tinha receio que os outros, por ele ser adulto, não acostumassem com ele.
Mas no dia das mães daquele ano, atendendo ao apelo dos meu netos não resisti.
Assim que ele entrou em casa notei como ele era muito especial... Evitava se desentender com os outros.
Passava e nem olhava para eles, mesmo sendo provocado pelos os que já estavam primeiro, e bufavam para ele...
Ah... o olhar dele era todo cheio de ternura e carinho... Logo se identificou com o nome, como se tivesse sido chamado assim a sua vida inteira. Se o chamávamos ele vinha miando, parecendo resmungar. Depois ficava ao nosso lado, ronronando e nos acariciando...

Nós o castramos por prevenção, mas acho que nem teria sido preciso. Ele podia ver o portão aberto , mas nem se aproximava dele.
Aos poucos foi conquistando os outros gatos e se tornou um amigão deles. Sempre juntos, abraçados, dormindo ou acordados, nunca se separavam.

Ficou um lindo felino... Rajado, gordo e preguiçoso como todo gato.
Eu o amava com todo meu coração e gostava de apertar a barriguinha dele que era bem gordinha e fofinha.

Foi aí que nós notamos que ele estava diminuindo seu apetite... Fazia uns quatro anos que nós o tínhamos adoptado. Começou a emagrecer muito.
Levamos a cinco veterinários e nenhum deles sabia o que ele tinha, pois os exames de sangue e fezes nada acusavam... Suspeita de aids felina... Foram feitos mais exames...Ultrassonografias, Rxs.... Negativo!
E assim não tinha dia nenhum que o nosso gatinho não fosse fazer exames ou tomar soro no veterinário. Estava como uma peneira e vinha todo inchado pelo soro que tomava.. .Se recusava a comer... Já tinham examinado todo o corpinho dele... Nada!
Quando ele me olhava eu podia ler em seus expressivos olhos : " Deixem-me ir"....
Mas tão cedo? Ele tinha apenas uns seis anos...
Um dia tomei coragem e deixei de ser egoísta... Ele estava pele e osso. Para mim e para todos nós era um sofrimento terrível vê-lo assim... Imagine para o bichinho, que sofria tudo isso sem um gemido sequer...
Disse ao meu marido: "Vamos deixar de levá-lo nos veterinários... Seja o que Deus quiser"
E assim ele se foi...
Choramos muito a perda desse "filhinho" querido...

Hoje talvez eu tenha entendido porque não foi descoberta a doença dele, por causa do texto “Os animais e sua divina função”.
Obrigada meu Billy querido, você cumpriu sua missão... Deu sua vida para salvar a nossa...
Está explicado o mistério de sua doença desconhecida!
Vou te amar sempre e sempre!...
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10/03/2006
Thereza

LauraBM às 14:49
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10
Ago 08

Wilsonalmof.Jacqueline.JPGNão sei se este gato pode ser considerado herói, no sentido que é costume dar à palavra herói. Mas este gato da minha amiga de há muitos anos, a Jacqueline, foi encontrado por ela numa rua de Londres, onde havia uma loja de frango frito: esquelético, famélico, sem um olho, o pêlo a cair, sujo, triste e abandonado ou, simplesmente, o chamado gato de rua porque lá nasceu e sempre lá viveu.
O coração da minha amiga Jacqueline não é igual ao das outras pessoas: é um coração feito de qualquer material muito mais mole e adocicado.
Claro está que, com um coração assim, a Jacqueline levou o gatinho para casa.
Só quando o observou melhor é que viu o péssimo estado dele.
Tratou, desparasitou, banhou, alimentou e o gatinho foi-se recompondo.
Acarinhado, nem parece o mesmo.
Quieto no seu cantinho, ou melhor, na sua almofadinha fofa e quente, gosta muito de comer e dormir, pois é um gato muito velho, com cerca de 20 anos, segundo disse o veterinário. Enfim, uma provecta idade para um bichano.

Após este longo prefácio, pergunto eu: - Não acham que é um gato herói?
Quem sobrevive na rua durante 20 anos, maltratado, ao frio, chuva e vento, (e o clima de Londres não é para brincar), comendo o que pode e o que consegue, na maior parte das vezes frango frito, nada saudável para gatos nem para ninguém mas a loja estava mesmo ali, não é um herói? Então o que é?
Pois foi por isso mesmo que o gato Wilson da Jacqueline ficou nesta rubrica dos Gatos Heróis.
----------------------------------------------------
E quanto a mim, que sou a dona do blog, está aqui muito bem e merece. Pelo menos, no fim da vida, que ele tenha as honras dum gato bem tratado e famoso.
Laura

A Jacqueline deixou o seguinte comentário para ajudar este post:

Querida amiga
Obrigado pela homenagem ao meu gato heróico de rua!
Te afirmo que ele foi um verdadeiro HEROI, sobrevivendo a rigorosos invernos, ao descaso, e aos maus tratos que sofreu onde perdeu o olho esquerdo, o que certamente dificultava na hora de caçar; e, também pela idade, a perda dos dentes, a pata quebrada que se recompôs sozinha... o picote de tesoura na orelha.
Um herói sobrevivente das ruas e da crueldade humana.

Mas o que o faz HEROI é o facto de ter se sociabilizado novamente, vencendo os temores e todos os medos que COM MOTIVOS tinha de nós ( OS RACIONAIS) que lhe causamos tanta dor...

Uma vez tendo atenção, tendo afagos, comida decente, cama quente, consegue RETRIBUIR o amor...
Um Herói, eu com meu coração não sou nada comparado a ele, porque se algo similar comigo tivesse acontecido, JAMAIS TERIA CONDIÇÃO DE RECEBER E RETRIBUIR ESSE MESMO AMOR
Esse gatinho sem duvidas é uma lição de vida.
E tenho no coração uma cicatriz arranhada, profunda, felina, por tê-lo perdido; embora eu saiba que no fim de sua vida eu tenha sido seu bónus!
Uma pena não ter encontrado ele antes.

===================

LauraBM às 23:12
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10
Abr 08

Mateus_Kity.jpgAqui estou eu, mais uma vez, a escrever-lhe umas palavrinhas e envio também uma foto da kity a melhor amiguinha do Mateus. Desde que ele partiu é assim, passa os dias triste e quando eu chego a casa, muito carente.
Laura devo dizer que a Kity é uma gatinha tripé, não sei bem o que lhe aconteceu sei que em finais de Julho de 2006, passei á porta da veterinária de família umas 3 vezes em dias diferentes claro.
E na vitrina via sempre aquele gatito preto para adopção até que um dia entrei para comprar comida para o MATEUS, ele tinha de fazer uma alimentação cuidada visto ter cálculos renais.
Olhando para a empregada fiz o seguinte comentário: Coitadito,  vê-se mesmo que é preto,  ninguém o quer.  Já o vejo aqui, pelo menos á 2 semanas. E a srª disse: - Não é só o facto de ser preta, pois é uma menina, mas tem falta de uma patinha traseira.

Laura devo dizer que não segurei as lágrimas e de imediato disse que ficava com ela.
Quando no dia a seguir fui falar com a veterinária esta disse-me que ficou contentíssima quando soube quem tinha levado a sassi como ela lhe chamava.
E contou-me que a Kity tinha lá chegado acompanhada de um casal, com a patinha simplesmente presa por um tendão, e que o dito casal lhe pediu que a abatesse. A Drª recusou e disse que a gatita só tinha a patinha naquele estado, não era caso para ser abatida.

Certo é que hoje vive comigo e, mesmo sem uma patinha, faz tudo o que os outros fazem: sai á rua sobre minha supervisão, vai ao areão e sobe para a minha cama, pois desde que o Mateus partiu é a minha companheira das noites, sempre com ar muito triste.
Devo acrescentar que no dia em que o Mateus partiu, ela teve perfeita consciência que ia ficar sem o amiguinho pois teve 40 de febre e costuma dar miados como se do seu amiguinho andasse á procura.

Foi mais uma história da minha vida que quis partilhar consigo nesta noite fria e triste. Devo dizer também,  Laura, que todos os animais que possuo eram abandonados mas hoje têm a sua casinha aqui comigo, que os adoro, embora o meu anjo Mateus já tenha partido.
Espero não maçá-la, uma boa noite e beijinhos.
--------------
25/02/2008
Ana Parreira

Ainda há quem tenha um coração tão doce como o mel. A Ana não resistiu e levou com ela a gatinha tripé. Bem que ela sabia como ia ser difícil encontrar-lhe um lar.
É assim amigos, quem gosta, gosta sempre. Eu e a Ana amamos gatos!
------------
Laura

LauraBM às 22:06
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13
Fev 08

Mateus_2.jpgGato Mateus: 2002 - 11/08/2007

Hoje, dia 5/02/2008 chegou à minha caixa do correio uma mensagem triste, muito triste, de mais uma dona que ficou sem o seu amado bichinho de estimação.
Sei dar o valor a esse tipo de sofrimento pois passei pelo mesmo quando perdi o meu amor Floco de Neve.
Pronto, minha amiga, aqui está a sua história, o seu desgosto bem expresso e, mais do que tudo, o seu imenso amor aos animais. Bem haja e recomponha-se depressa porque os outros animais precisam de si.
Além do desgosto de ficarem sem o amigo, ainda sentem a dona tão distante.
Não pode ser assim, minha amiga. Pense um pouco neles, que nem falam para aliviar a saudade.
Um beijo para si
Laura

O meu ANJO MATEUS apareceu na minha vida de forma repentina, numa tarde em que me desloco ao local onde se encontram os depósitos do lixo para o de minha casa depositar, que devem ficar a 20metros de minha casa só que noutra rua comigo também ia a minha prima. Quando me viro já de retorno a casa vejo um gatito que teria por volta de uns 7 meses que passa pela minha prima que o tenta acariciar mas o objectivo era mesmo a minha pessoa a decisão dele era mesmo vir ter comigo que de imediato o peguei ao colo e dei mimos mimos beijos beijos, as pessoas que por ali estavam disseram que tinha aparecido por ali e que o tentavam afugentar mas ele não saía por nada. Escusado será dizer que já não o larguei mais dei-lhe banho comida e muito mimo muito muito.
Não querendo maçá-la, muito vou tentar abreviar até porque as lágrimas não me deixam ser muito concisa,só sei dizer que viveu comigo 5 anos e me deixou sem qualquer preparação pois dia 5/08/07 é diagnosticada leucemia fulminante ao qual viria a falecer dia 11/08/07 na casinha dele com a veterinária de família pois já mais o deixaria partir naquele hospital onde acho que pioraram a sua situação devido à frieza e desumanidade que ali assisti.
Laura digo veterinária de, família pois possuo 6 cães e 7 gatos, mas o Mateus era único e por isso digo que foi ele que partiu pois era o meu equilíbrio aquele que sabia quando eu menos bem estava e quando ouvia o carro vinha sempre para a porta assim que eu abria era aquela figurinha linda que me cumprimentava e já não me largava mais no escritório no quarto pois sempre dormiu comigo e hoje sinto um vazio e uma profunda tristeza.
Devo dizer que os 2 gatos que mais próximo dele estavam ainda hoje não brincam e tal como eu vivem tristes onde por vezes miam miam como se o procurassem, enfim que tristeza... vou terminar por aqui pois não consigo mais

HÁ SENTIMENTOS QUE NÃO SE DESCREVEM,
SAUDADES QUE NÃO ACABAM,
RISOS QUE PARTEM,
LÁGRIMAS QUE FICAM,
PENSAMENTOS DISTANTES,
AMORES PERDIDOS QUE,
PARTIRAM(?)PARA SEMPRE

DEDICO ESTAS PALAVRAS AO MEU ANJO MATEUS
------------------
Ana Parreira

LauraBM às 00:28
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10
Fev 07

Gatto.jpgUm dia, apareceu sobre o muro de divisória da vivenda ao lado, um gato esquálido, pele e osso.
Estranhamente, ele aceitou um pequeno pedaço de comida... dia a dia, ele se foi aproximando mais, sem receio dos dois cães...
Me via e vinha logo correndo, saltando do muro para o chão, tendo eu de afastar os cachorros, de seu hábito matarem todos os felinos que entrassem no quintal.
E o gato, de cor clara, parecendo com sangue de siamês, mais manso se mostrou: indiferente aos cães, de vez em quando uma sapatada sem unhas afastava os focinhos.
Veio entrando em casa, com sua malga com a figura de Mikey com sua ração sobre a arca frigorífica para que o Apolo e Ringo não a esvaziassem. Sentado, em fracos miados frente ao frigorífico, pedia seu leite, deixando o Apolo aguardando que ele terminasse para avançar.
Passou a ser hábito: "queres leitinho?" e lá vinham os dois, Gatto e Apolo, para a cozinha. O Gatto, maneando as ancas e cauda bem levantada e Apolo sempre olhando onde estava o pequenino compincha para se aproveitar dos mimos: a fatia de mortadela, o fiambre, o chouriço, o bocado de carne crua.
Se o Ringo era ciumento da sua tigela para com o Apolo, o Gatto verificava o conteúdo de cada comedouro, ou muitas vezes afastava a cabeçorra do Apolo que tinha seu tamanho.
Muitas vezes, o Apolo empurrava o Gatto para ansiosamente comer, ou até os dois bebiam ao mesmo tempo da malga da água.
Como passou a casa a ser fechada toda a noite para não ir dormir na rua, brigando com os outros da sua espécie; de manhã, bastava a dona colocar os pés no chão para os três caminharem para a porta a fim de se lhes abrir o portão para darem sua voltinha higiénica no bairro. Tamanho não importava: cada um "impunha" seu peso para passar à frente dos outros. O Ringo sempre mais expansivo ao se pôr em pé e nas suas corridinhas.
O Gatto conquistou seu lugar na família: numa estranha devoção, me escolhia para seu pedido de ir fazer o xi-xi ao quintal(nunca conspurcou a casa), miando virado para a janela do quarto de um modo mais aflitivo. Noites passou a meu lado, na cadeira de plástico, me fazendo companhia ao longo da madrugada. Para chamar a atenção, unhava a cadeira, sossegando nas festas, virando para ser coçado no ponto que ele desejava, ou até lhe ser passado o pente no queixo, nas faces, no pescoço. Muitas vezes se pisou a cauda, tanto por nós como o Apolo com seus 60 quilos: miava na dor mas nunca tomou qualquer atitude agressiva: nunca mordeu, arranhou ou "cardou" se mexido na barriga.
Farejava de muito longe quando a Elaine mexia em carne ou peixe: logo ia para o lado dela em miados fraquinhos, esperando que se lhe dessem na boca em pequeninos pedaços, porque não apanhava do chão, ficando para o Apolo.
Apolo, se sentava, esperando que o Gatto satisfeito se afastasse com sua preguiça a esticar todo o corpo.
Mas tinha seu defeito: o manso em casa se mostrava de total agressividade para qualquer gato que invadisse seu território: se algum até trepasse numa árvore, ele o puxava para o chão para se lançar como fera; todos os dias, mais uma cicatriz, uma ferida, uma unha partida e lá vinha a água oxigenada, o desinfectante.
De banho, não gostava: se debaixo de duche com água morna, esbugalhava os olhos e berrava como se tivesse chegado o último dia de sua vida; mas isso se resolveu, quando passou a ser numa bacia já com a espuma de shampu. Tentava sempre fugir, mas sem nunca ser agressivo, depois esfregado numa toalha felpuda e absorvente.
Fazia a sua vida programada: de manhã deitado na área de serviço, à tarde desaparecia para ao anoitecer ser detido quando me vinha pedir para o levar à ração, lhe pegar ao colo para não ter o trabalho de saltar cerca de 80cm em altura.
Ontem, noite escura, ouvi seus dois miados aflitos à entrada da porta da sala. Seu ventre descaído, olhos semicerrados. Levei-o para o sofá, onde soltou vómito amarelado. Suas unhas estavam desfiadas de tentar saltar o muro e sem forças descair, mas tinha conseguido regressar. Tinha conseguido vencer o obstáculo e vir me procurar para o socorrer. Procurou a companhia quer do Ringo, quer do Apolo, se chegando a eles na sua perda consecutiva de forças
De manhã, começou a correria em encontrar um veterinário que soubesse sobre felinos. Primeira clínica, segunda clínica onde poderia ser radiografado ou até operado. No meu colo, seu miado solto quando se passava sobre algum quebra-molas, sua boca salivando, aberta..
Se ficou, de agulha de soro no braço listrado, numa morte calma, como se tivesse apagado por interruptor vagaroso.
Olhei para ele, me recordando que nunca tivera qualquer gato, na minha preferência por cachorros.
Revivi o que ele nos 3 ou 4 meses fora meu amigo, dos cachorros, da dona, à sua maneira independente-dependente.
Com ódio de mim mesmo, por saber que nunca me deveria agarrar ao que quer que seja, mas com a consciência que tudo lhe fiz para ele se sentisse feliz.
Vontade de o chamar ao portão da rua: "onde está o Gatto?" e como que visão já passada, o ver a correr para casa ou a fingir nada ouvir olhando ou se coçando de focinho virado para o lado contrário.
Esvaziar a tigela, arrumar a lata colorida da ração, guardar no depósito do quintal a sua cesta almofadada, esvaziar o plástico com fundo coberto de areia, me libertando de olhar para as coisas que lhe tinham servido.
Sinto a falta dele, sinto sua ausente presença na casa, no quintal onde ele sempre me acompanhava quando regava ou tratava da orquídeas e das roseiras: ficava deitado, de mãos recolhidas no peito, me olhando curioso.
Me é doloroso, ver a carrada de areia espalhada lá no fundo do terreno onde ele adorava fazer suas higiénicas necessidades; onde ele esfregava o focinho na esquina; onde ele cheirava delicadamente a grama para retardar a entrada na casa, passando por baixo do lento Apolo, empurrando suavemente o Ringo na porta da cozinha.
Fica a lembrança de quem mostrou humilde amizade, subentender seu reconhecimento por deixar a fome e o desamparo, a sua ternura de ao passar por mim, esfregar levemente a cabeça nos meus pés pendurados do sofá, como que dizendo: "pronto! cheguei, estou aqui!"
Fica descansado, meu Gatto: dentro de mim fica o rasgão da perda da tua companhia.
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Elaine e Henrique
http://www.sokarinhos.com.br/pa_h/pa_henrique3.htm

LauraBM às 23:43
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05
Fev 06

Transcrevo aqui a mensagem da Lúcia expondo o seu desgosto pela morte da gatinha Puf. Nem todos podem, querem ou sabem escrever grandes e comoventes discursos mas, para todos, a perda dum companheiro é uma intensa dor. A Lúcia transcreveu um artigo para todos os sofredores.
Puf.jpg

Oi, Laura Há alguns meses escrevi dizendo p/ me consolar pois minha gatinha estava com câncer. A PUF tinha 13 anos e me foi muito companheira, era minha "sombra" dentro de casa. Sei que nem todas as pessoas entendem a dor de se perder um bichinho de estimação. Quarta-feira -dia 05.04.2006, levei-a sacrificar. Foi uma das coisas mais dolorosas que fiz na vida. Desculpe...mas precisava desabafar...estou sofrendo muito...

Te envio abaixo um artigo que encontrei na Internet sobre perda de animais de estimação.

Espero que possa ajudar alguém.

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8/04/2006  - Lúcia (Balão Azul Miniaturas)

 

Pessoas não dão importância à dor da perda de um pet, mas segundo psicólogo americano, é mais importante do que parece. 

Por Adriana Mori

A perda trágica de um pet, como a que sofreu a família Clinton, deveria ser vista com mais seriedade. Segundo o psicólogo americano Larry Lachman, a morte de Buddy traz efeitos semelhantes à perda de um ente querido. Há 16 anos, o Dr. Lachman vem dando apoio psicológico a grupos de pessoas que perderam seus bichos de estimação.

O Dr. Lachman diz que a morte de um animal de estimação é uma perda verdadeira e a dor deve ser respeitada. "As pessoas sofrem proporcionalmente ao que amaram o animal. Perdas muito grandes podem demorar de seis meses a quatro anos para serem superadas", diz Lachman. Para ele, a sociedade em que vivemos lida com o medo da morte negando-a, o que piora o sofrimento causado pela perda.

Para quem está sofrendo com a partida de um pet, o psicólogo dá algumas dicas. "Perder, sofrer, curar, entender, tudo faz com que aprendamos e cresçamos como pessoas", diz Lachman.

-          Extravase seus sentimentos
-          Proteja-se em um casulo emocional
-          Descanse bastante, perder alguém importante cansa bastante
-          Respeite a importância de sua perda
-          Seja paciente com o processo de aceitação de sua perda
-          Não pare de se alimentar
-          Coloque as coisas em perspectiva e leve seu sofrimento a sério
-          Procure pessoas que compreendam sua situação ou que estejam vivendo a mesma, para conforto

Conheça as fases do luto:
Segundo Jennifer Marshall, conselheira expert em lidar com a perda de pets, a dor pela morte de um animal de estimação pode ter diferentes estágios.

A perda começa no momento em que o pet morre e vem acompanhada pelo sentimento de impotência que pode durar de horas a semanas. É um período descrito normalmente como "irreal" (vivido, por exemplo, por quem opta pela eutanásia do seu animal). Pessoas nessa fase podem ter ideias confusas, indiferença, pensar em suicídio, sentir-se impotente, euforia ou histeria,  sentir-se fora de seu corpo, ficar subitamente falante demais e negar a perda.

Quando a saudade do bicho que se foi aperta muito, passamos para a fase de procura. Nesse estágio, o dono se ocupa com pensamentos do animal morto, sonha com ele e chega a ver ou ouvir o bicho chamando. Sentimentos comum ente descritos são tristeza, medo, raiva, irritabilidade, culpa e carência. Às vezes a raiva não é direccionada à perda, mas sim a alguém da família, o veterinário, a si mesmo ou a Deus. A pessoa pode de repente ter uma crise de choro e fisicamente, pode ficar doente, sentir dor e ter alterações bruscas de peso, cansaço e mudança no apetite.

Na fase de desorganização, acontece a volta e a adaptação à vida sem o pet, o que pode causar um pouco de confusão, já que a pessoa necessita avaliar e aprender novas formas de organizar a vida (por exemplo, como preencher aquele espaço vazio sem que alguém venha cumprimentar pelo "progresso").

As pessoas que sofrem se esquecem que a dor é um processo e por meio dele, aprende a lutar contra ela. O pet que se foi não será esquecido, mas o dono aprende a viver com essa perda e reorganiza sua vida. A intensidade da dor diminui e as pessoas descobrem que elas ainda podem comer e dormir, até ter novos pets. A tristeza e as lágrimas podem acontecer, bem como as alegrias de ter de novo um pet em casa.

Apoio garantido
Nos Estados Unidos, existem grupos especializados em dar apoio psicológico a pessoas que perderam seus pets. A American Pet Loss and Bereavement (www.aplb.org), entidade sem fins lucrativos que reúne conselheiros especializados em lidar com a dor da perda de animais de estimação. "Trata-se de um serviço muito importante, pois se a conexão entre o proprietário e o pet era forte, o sofrimento causado pela morte do animal é muito intensa e se não tratada, o trauma pode trazer sérias consequências. No caso de deficientes, essa perda é ainda mais crítica", diz Cheryl Nahas, conselheira responsável por cães de serviço da APLB.
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LauraBM às 23:16
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02
Fev 06

TheoeTom-brincar.jpg Aqui estou, no computador, tentando minimizar uma "puta" dor... hoje eu me permito xingar a dor, porque está doendo muito.
Tive que reconhecer minha impossibilidade de continuar cuidando do gato Tom e tomei a drástica decisão de abrir mão da companhia dele. Quero lembrar que nunca escondi o privilégio que foi ter a companhia do Tom (gato mesmo, o bicho...), mas, apesar de não possuir mais o forte apelo sexual comum aos gatos (graças a uma intervenção cirúrgica simples e barata...) e de ter sido criado dentro de casa, o Tom ainda é gato SRD (mestiço  com vira-lata)... e quer sair do quintal, pois fica alucinado p/caçar os passarinhos que abundam na região onde moro... mando deixá-lo dentro do meu pequeno quintal e ele mia desesperadamente, esgotando a paciência das pessoas q contratei p/me ajudar.
É... a perda equivale a um bicho bravo e por isto estou tentando enfrentá-la.
Outrossim, eu acredito que quando qualquer tipo de sentimento nos sufoca devemos dividi-lo...

O Tom ainda está por aqui e eu ainda posso curtir aquela criatura manhosa que ronrona perto de mim...
Mas sei que os animais irracionais são responsabilidade dos humanos racionais e que, p/o Tom, é mais importante "lá fora" do que "aqui dentro".
Sei também que ele continuará sendo bem cuidado, pois vai p/a casa da minha afilhada (que sempre foi a verdadeira dona dele...) p/onde irá levando a "caminha", as tigelinhas onde come e bebe e demais objectos de uso diário.
E agora, falem comigo:
- Tchau Tom.
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3/10/2005
Janice
janice.silveira@terra.com.br
http://planeta.terra.com.br/arte/janice/


Oi, Laura!
O Tom não saiu da casa da minha afilhada (que é neta da minha irmã)... quando ela tinha 7 anos, queria um bichinho de estimação e optamos (ela e eu) por um gato.
Um pouco antes, eu soubera por um dos meus filhos que, na cidadezinha à beira-mar em que o futuro sogro dele tinha uma casa, um gato persa, numa escapadela do gatil comercial onde vivia, deixou prenha uma gata sem raça definida e o proprietário do gatil estava, num gesto generoso, cuidando da ninhada e arranjando quem quisesse ficar com os gatinhos. E ele trouxe o Tom p/a minha casa, enquanto eu esperaria pelo aniversário (8 anos) da minha afilhada, p/o qual faltava uns poucos dias. Nesse tempo eu lembrei que a mãe dela era alérgica e, sabe né? menina de 8 anos... gatinho novo... sempre fica dentro de casa e sobra pra mãe da caçula cuidar. Convencemos a menina de q o gatinho seria dela, mas que eu cuidaria dele... e cuidei por quase 8 anos... depois que ele ficou grandinho, foi devidamente castrado e andava pelo condomínio onde moro... mas ele foi crescendo e começou a achar q as dez casas do condomínio eram dele :-)))) entrava em todas e dormia nas camas, bem na hora em que os vizinhos estavam se aprontando para ir prò trabalho. Depois de algumas reclamações, decidi que ele não deveria mais sair sozinho. Mas o Tom tem fortes instintos felinos e como eu não podia sair da cama na hora em q ele acordava, ele ficava dentro de casa desesperado p/sair por aí e miava insistentemente, irritando muuuuito as pessoas q cuidam de mim e eu ficava muito estressada.
Com medo de ter um "piripac" e ficar mais "derd-derd" do que já sou:-))) resolvi doá-lo ao veterinário q atende a bicharada aqui de casa... mas ninguém atendeu o telefone na clínica. Então telefonei pra minha afilhada e a mãe dela disse que talvez viesse buscar o gato, mas que antes consultaria marido e filhos. Desligamos o telefone e eu ponderei comigo mesma: o Tom já está bem grandinho, a Ju (minha afilhada) já tem quase 15 anos... então se o Tom tiver que dormir na varanda, tudo bem.
Perto do meio-dia, a Va (comadre) telefonou avisando que viria buscar o gato e pediu que eu separasse as coisas dele.
Laura, como aquilo doeu! Nem eu mesma imaginava o quanto me apegara ao Tom. Mas há ocasiões em que é preciso "queimar a ponte" (metáfora popular) até o fim, para não poder voltar, por mais que doa.
Agora vem a parte q vc sabe...
Depois a mãe da minha afilhada veio, no final da tarde, buscar o Tom e mais tarde me contou que ele "grudou no tapete do carro", perto dela e o 'cumpadre' teve que arrancá-lo dali e fiquei imaginando o medo do bichinho... diante dessa informação, dormi mal naquela noite, com medo que ele fugisse... e, além dessa preocupação, o Theo (o siamês velho) passou a noite a procurá-lo e só dormiu aos poucos (aquele sono mal dormido)... mas no dia seguinte me senti melhor, pois telefonei pra 'cumadre' e soube que o Tom, apesar de assustado e com medo (o q considero normal) optou por dormir na lavandaria e, pela manhã, comeu e bebeu normalmente, fez xixi e cocó no lugar certo, enfim, o organismo não se alterou e, psicologicamente, ele está se ajeitando na nova família, o que significa que está sentindo condições para superar o próprio medo. Agora é só deixar a natureza fazer seu trabalho... e lá o quintal é grande, ele vai se dar bem e será feliz, na sua vidinha de gato.

"Tudo está bem quando acaba bem" e acabo de receber um e-mail com boas notícias. Veja:

Oi Tia,
Não se preocupe, que o Tom está óptimo. Hoje ele está recolhido à lavandaria e à churrasqueira por causa da chuva, mas está muito comportado.
Ontem no fim do dia ele foi conhecer em baixo da minha casa. Lá é bem limpo e seco, pois a casa é alta do chão ( quase dois metros ). Tem areia bem seca lá, e ele "vasculhou" um pouco.
Ele atende quando a gente chama. Ontem o Rodrigo deitou na rede e ele imediatamente subiu no colo dele. Quando as meninas chegaram da escola ele apareceu para " dar um oi".
Tudo está bem no front!!!
Quanto à alergia, ainda não senti nada. quando eu entro na lavandaria, fico bem pouco tempo. É só colocar as roupas na máquina e sair. Acho que não vai ter problema.
Valéria

Sabe, Laura, o tom era um gatinho bem michuruca:-))), mas ficou lindão... afinal ele é um vira-lata bem tratado.
Veja fotos no meu site: clique em ANIMAIS e viaje, como eu já viajei em três dos seus blogs.

Quanto a mim, foi melhor provocar toda essa situação, do que ficar me estressando diariamente com miados do Tom e resmungos das cuidadoras.
-----------------------------------
5/10/2005
Janice
janice.silveira@terra.com.br
http://planeta.terra.com.br/arte/janice/

LauraBM às 01:34
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27
Fev 05

Floco de Neve, último adeus!

Agradecimento aos meus amigos, nesta hora de amargura!

Sabem , meus amigos... ele era a minha companhia de noite e de dia. Dormia comigo, em cima da minha cama, aos pés, na cestinha dele, que tem cobertura e ainda o tapava com uma mantinha porque ele era muito friorento.
Quando ele fungava, e estava com o narizinho mais entupido, eu sentava-me na cama e acariciava-o até ele sossegar.
Andava atrás de mim como se de um cãozinho se tratasse.
Todas as noites ele sabia quando eu estava mesmo para descer e ir deitar. Eu durmo no andar de baixo. Saía da cestinha, ia comer, fazer chichi, beber uma pinguinha de água e sentava-se à minha espera.
Eu carregava a cesta dele para baixo, e ele descia, logo atrás.
Sentava-se no tapete do quarto até eu ter tudo arrumado.
Deitava-se, não sem antes tentar meter-se dentro da minha cama. Todas as noites era a mesma cena.
Quando ele não estava assim doente, muitas vezes dormia dentro da minha cama, coisa que ele adorava - deitar a cabeça na minha almofada e ficar ali como uma pessoa.
Neste último ano de 2004 é que ele piorou e sangrava do narizinho, por isso tive que o deixar apenas na cestinha.
Era o meu amiguinho branco. Trouxe-o para casa quando ele tinha uns 4 meses e andava na rua porque a dona não queria saber dele.

Estou tão pobre, meus amigos.!!!!!
Nestes últimos 4 anos perdi os meus dois amores: o cão Kimba e o gato Fló. Restam estes dois - a Daisy e o Monty, felizmente ainda comigo.

Eu acho que ele pressentiu o que ia acontecer. Nessa manhã tinha vomitado o seu peixinho cozido.
Achei que era hora de parar, antes que ele sofresse mais. Pensei que já doía muito quando ele batia com o narizinho. E ele batia em tudo porque o narizito estava sempre na frente.
Também já lhe dava a comida na minha mão com receio que ele batesse no prato.

Levá-mo-lo para a veterinária, embrulhado na mantinha, e ele muito quieto. Estivemos lá, à espera que ela terminasse uma consulta e ele sempre muito quietinho, sem se mexer, a cabecinha encostada ao meu pescoço.
Entrámos no consultório, ela olhou para ele e deu-me uma declaração para assinar, sem falar.
Não precisava, conhecia-o muito bem.
Nunca o retirei dos meus braços. Enquanto lhe deram a injecção, dei-lhe um último beijo e ele ficou-se, sem um soluço, sem nada, lentamente, no calor do meu peito.
Sei que alguns de vcs vão chorar... Desculpem!
Que Deus não lhes reserve tal dor. Que os v/bichinhos se fiquem calmamente, quando chegar a hora deles, em paz e sem necessidade de arcarem com esta tremenda culpa e responsabilidade nos v/ombros.

Obrigada pelo vosso carinho, meus amigos
------------------
26/01/2005
Laura B. Martins

LauraBM às 01:13
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HOMENAGEM AO GATO

Homenagem ao mais belo e versátil animal doméstico

que JAMAIS será domesticado.

O paraíso JAMAIS será paraíso

a não ser que os meus gatos estejam lá, esperando-me.

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